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ABC. MARTES 26 D E NOVIEMBRE DE 1929. E D I C I Ó N D E A N D A L U C Í A P A G 10 B a i b i en sus a t l a s etnográfico, ha c l a s i ficado 860 lenguas y 5.000 dialectos, entendiendo por éstos las s i m p e s variedades l o cales de u n m i s m o i d i o m a D e aquellas l e n guas c o r r e s p o n d e n a l A s i a 153; a E u r o pa, 5 3 a l Á f r i c a 115; a O c e a n í a 117; a A m é r i c a 422. T o t a l 860. ¿P o r qué causa t a l o c u a l i d i o m a se h a p r o p a g a d o más que o t r o s? tls problema a c a démico y c o m p l e j o que interesa a h i s t o r i a dores y filólogos. B á s t e n o s c o m p r o b a r que, en l a v i d a m o d e r n a el t i e m p o y la v e l o c i dad r e p r e s e n t a n u n f a c t o r p r e p o n d e r a n t e y que. h o y p o r h o y el i n t e r c a m b i o c u l t u r a l y c o m e r c i a se v e r i f i c a en el m u n d o entero, p r i n c i p a l m e n t e por m e d i o de c i n c o o seis lenguas occidentales. Desde hace t i e m p o se viene buscando l a constitución de u n lenguaje u n i v e r s a l p a r a f a c i l i t a r los i n t e r c a m b i o s de todo g é n e r o H a b l ó s e hace a l g u n o s años del v o l a p u k y en n u e s t r o s días, c o n m u c h a i n s i s t e n c i a del esperanto. C o n tal m o t i v o el i l u s t r e p r o f e s o r V o s s ler me decía, no h a m u c h o que el esperanto es l e n g u a c a s i española, u n español m e t ó dico. O b l i g a t o r i o en m u c h a s ciudades rusas, c o m o el más rápido m e d i o de p r o p a g a n d a el esperanto lo fué también en M u n i c h d u r a n t e l a revolución, p a r a los empicados del f e r r o c a r r i l P e r o se trata de u n i n s t r u mento f r í o a l g e b r a i c o s i n el c a l o r que i r r a d i a un suntuoso pasado l i t e r a r i o E l español es u n a l e n g u a que tiende a u n l v e r s a l i z a r s e P o s e e l a v e n t a j a de u n a o r t o g r a f í a l ó g i c a de u n a g r a n c i m p i c i d a d que hace fácil h a b l a r l o a u n c u a n d o sea d i ficilísimo, casi i m p o s i b l e c o n o c e r l o a f o n d o E l s e n a d o r francés M R o u s t a n en u n r e c i e n e debate con m o t i v o de l a elección de lenguas e x t r a n j e r a s p a r a l a segunda enseñanza, rec a m a b a l a atención p e d a g ó g i c a que se merece el español, c u y o p o r v e n i r p r e s e n t a- -d e c í a- -h o r i z o n t e s casi i l i m i t a d o s M o n s i e u r León Bérard, ilustre ex minist r o de Instrucción pública, de o r i g e n bearnés y de p r o v e r b i a l erudición, le a p o y ó decididamente con su v o z a u t o r i z a d a M o n sieur R o u s t a n habló de la i m p o r t a n c i a que se debe d a r en l a enseñanza a las l e n g u a s meridiona es. T a n sabías y p r e v i s o r a s m e d i d a s no sólo darán f r u t o i n m e d i a t o en las c o r d i a l e s r e laciones entre F r a n c i a y l a P e n í n s u l a s i n o que tendrán también p r o y e c c i o n e s t r a n s o c e á n i c a s en las naciones s u r a m e r i c a n a s donde es sabido que l a c u l t u r a intelectual francesa ha ejercido influencia tan l u m i nosa. C o n c r e t a n d o señores, q u i s i e r a p r o p o n e ros c o n s t i t u i r u n a A s o c i a c i ó n C u t u r a l H i s p a n o a m e r i c a n a p a r a c o n s e r v a r el i d i o m a E s t a A s o c i a c i ó n se e s f o r z a r í a en atraer l a atención de los enseñantes, e n nuestros d i v e r s o s países, sobre la u t i l i d a d de intensificar el estudio del cas e l l a n o dándole, hasta c i e r t o punto, u n c a r á c t e r i n t e r c o n t i nental, p o r m e d i o de c o n f e r e n c i a s i n t e r c a m b i o s de l i b r o s y p r o f e s o r e s juegos florales, p r e m i o s l i t e r a r i o s etc. e c. P o d r í a estab ecerse u n C o m i t é central en las capitales, c o n s u b c o m i s i o n e s en la d i s tintas ciudades i m p o r t a n t e s f o r m a d a s por los maestros de p r i m e r a y segunda enseñanza. E l l e n g u a j e e n c i e r r a a veces delicadezas de u n a precisión y filosofía no ables. L l a m a m o s engua m a t e r n a a la que se h a b l a en l a P a t r i a ¿A c a s o n o será también porque es la p r i m e r a que nuestra m a d r e nos enseñó desde que empezamos a b a l b u c e a r? D e s p u é s e las madres, son las m a e s t r a s quienes e n c a m i n a n l a f o r m a c i ó n de la m e n te del niño, c o n i n i m i t a b l e p a c i e n c i a q u i e nes pueden i n f l u i r m á s f a v o r a b l e m e n t e en el sentido de mantener l a d i g n i d a d del buen d e c i r c o r r i g i e n d o los b a r b a r i s m o s y i om- EN D E F E N S A D E L IDIOMA ESPAÑOL Discurso del embajador de Argentina P o r juzgarlo de gran interés y por abordar un tema siempre de palpitante actualidad en las relaciones hispanoamericanas, avalado con la enorme autoridad que le presta el alto cargo que desempeña, ofrecemos hoy a nuestros lectores el texto íntegro dei elocuente discurso pronunciado hace poco por el señor embajador de la R e pública A r g e n t i n a en España, don D a n i e l G a i c i a Mansilla, ante el Cuerpo diplomático de la América española, esbozando la idea de una Asociación cultural hispanoamericana para conservar el idioma. Dijo así el ilustre diplomático: F u e r a de l a s c r e e n c i a s y de l o s d e m á s v í n c u l o s espirituales que unen a nuestros países de l a A m é r i c a española, entre sí y c o n la madre P a t r i a h a y u n o constante e i n d i s c u t i b l e l a c o m u n i d a d de lenguaje. E l d i l a t a d o continente g o z a del p r i v i l e g i o de u n i d i o m a casi único, y a que, s a l v o el B r a s i l donde se h a b l a el p o r t u g u é s fácilmente c o m p r e n s i b l e para los españoles, y v i c e v e r s a (y cuya reciproca enseñanza obligatoria p u d i e r a eventualmente e s t i p u l a r s e) las A m é r i c a s del S u r y C e n t r a l así como buena parte de ¡os E s t a d o s i n m e d i a t o s de N o r t e américa, h a b l a n y entienden el castellano. U n v i a j e r o sale, p o r ejemplo, de B u e n o s A i r e s o de M o n t e v d e o desciende hasta el E s t r e c h o de M a g a l l a n e s le a t r a v i e s a sigue l a costa de P a c í f i c o c r u z a el C a n a l de P a n a m á r e c o r r e los puertos de C e n t r o a m é r i c a y M é j i c o las A n t i l l a s fondea, fina mente, en L a G u a i r a h a navegado más de 12.0 CO m i l l a s s i n h a c e r u n a sola escala que n o fuese de h a b l a española. E l n e x o pues, que m a n t i e n e tronca lmente al h i s p a n o a m e r i c a n i s m o es l a l e n g u a c a u d a depositado p o r el g e n i o de E s p a ñ a allende los mares. E s t e soberbio exponente de común h e r m a n d a d constituye u n a excepción histórica y e n c i e r r a a l a vez, u n p r i v i l e g i o de inca lcu ables beneficios, que tenemos el deber i m p r e s c i n d b l e de c u i d a r y defender, no sólo por venerables lasos sentimentales, sino por un verdadero instinto de conservación, si queremos salvar esferas de influencias más o menos directas, aprovecharnos de vaLores literarios, económicos, científicos v artísticos, en cada uno de nuestros países respectivos, frente a poderosas actividades que ejercen una muy legítima ley de la vida la competencia. F r a n c i a Inglaterra, A l e m a n i a Italia, preciando debidamente el r e n d i n r e n t o n c r e í b l e eme produce la oropagación de la p r o p i a c i n tura p o r m e d i o de sus respectivos i d o m a s siguen r e a l i z a n d o esfuerzos considerables para m a n t e n e r l o s y d i f u n d i r l o s en el e x terior. E s t e e j e m p o harto sugestivo, demuestra con e v i d e n c i a l a n e c e d a d i m p e r o s a p a r a nuestros oaíses de c u s t o d i a r el p a t r i m o n i o D e f e n d a m o s pues, v p e r f e c c i o n e m o s nuestro m u t u o t e s o r o el castellano, manteniéndolo s i e m p r e íntegro en su constitución g r a matical. L a s relaciones c o m e r c i a l e s l a recíproca simpatía y l a comprensión p o i t i c a los acerc a m i e n t o s de carácter s o c a l toda l a e u r i t m i a de continente, se f a c i l i t a r á n siempre en la A m é r i c a españo a, m i e n t r a s c o n s i g a m o s c o n s e r v a r el vei J O ú n i c o opulento de recuerdos a t á v i c o s p r o f e r i d o y a p o r 8 0 m i l l o n e s de h o m b r e s c i v i l i z a d o s u n i d o s por 1 íiutuos intereses, así c o m o por fuertes eslabones de r a z a y de religión. L a d i v e r s i d a d de l e n g u a n o es u n a v e n t a j a H a sido u n o de los m a y o r e s obstácu os con que en todos los tiempos t r o p e z a r o n el p r o g r e s o y l a a r m o n í a de los pueblos. U n i d i o m a poco c o n o c i d o i m p l i c a u n a m i n o ración, es c o m o u n elemento a i s l a d o r L a s m i l e n a r i a s t r a d i c i o n e s bíblicas evoc a n l a dispersión de los pueblos p r i m i t i v o s p o r m e d i o de l a c o n f u s i ó n de lenguas, a m o d o de c a s t i g o L a f o r m a c i ó n de i d i o m a s h i s p a n o a m e r i canos p o r degeneración del castellano, rec o g i e n d o al efecto v o c a b l o s y locuciones e x ó ticas, constituiría u n e r r o r lamentab e. E s c i e r t a m e n t e cosa d i g n a de a d m i r a ción la p u r e z a que el h a b l a española c o n s e r v a en A m é r i c a después de m á s de c u a t r o siglos. E n l a A r g e n t i n a p o r ejemplo, los local i s m o s r u r a l e s s o n en su g r a n m a y o r í a viej o s a r c a í s m o s castellanos, que allí quedaron y que en E s p a ñ a h a n desaparecido. E n las t i e r r a s de I n d i a s que f u e r o n nuestras, dice el docto D P e d r o N o v o C h i c a r r o el c o r a z ó n se p a r a en seco al oír u n t o m a un v e n í y m i l otros dichos, reliquias ciertas del S i g l o de O r o P e r o es p r e c i s o s i n embargo, contemplar l a f a t a l e v o u c i ó n de las lenguas, proceso h i s t ó r i c o i n e l u d i b l e C o m o l a castellana es hablada, por d i e c i o c h o naciones distintas, d i c h a e v o l u c i ó n puede efectuarse en sentidos divergentes, b a j o las v a r i a s influencias que c a d a país r e c i b a E s t o es lo que convendría evitar. E x i s t e h o y en E u r o p a y creo que en todas partes, u n c i e r t o p r u r i t o a l g o c o m o la elegancia del m a l h a b l a r cual si fuese más independiente, m á s sport. S i esta m o d a va en a u m e n t o o simp emente se p r o l o n g a no favorecerá, por cierto, l a pureza tradicional de las lenguas. E l v i g o r del suelo a m e r i c a n o el g e n i o de l a r a z a l a i n f l u e n c i a del c l i m a y del a m biente en g e n e r a l las n u m e r o s a s c o l e c t i v i dades de o r i g e n d i v e r s o que en el C o n t i n e n te se a g r u p a n y se f u n d e n en g r a n d i o s o c r i s o l la f a u n a l a flora especial, l a c a l i d a d de los a l i m e n t o s las c o s t u m b r e s y t r a d c i o n e s p e c u l i a r e s i n c o r p o r a r á n necesariamente u n sinnúmero de términos n u e v o s pero el ráp i d o c r e c i m i e n t o de n u e s t r a s poblaciones a m e r i c a n a s n o debe c o n s t i t u i r u n a f u e r z a c i e g a que sofoque el i d o m a heredado, s i n o antes b i e n u n m e d i o que lo e n r i q u e z c a a m o d o de v a l i o s o i n j e r t o sobre el v i e j o t r o n c o m a t e r n o c o n sus a p o r t a c i o n e s de r e n o v a d a s a v i a y de fresco v i g o r D e b e l a l e n g u a s a l v a r a todo t r a n c e su c o n s t i tución básica, sus f o r m a s c a s t i z a s l a est r u c t u r a y s i n t a x i s las reglas g r a m a t i c a l e s en u n a p a l a b r a debe perpetuar todos los p r e s t i g i o s de u n g l o r i o s o p a t r i m o n i o l i t e r a r i o que la c o n s a g r a n en u n a c a t e g o r í a preeminente entre l o s i d i o m a s u n i versales. 1 H a y a m e r i c a n o s que q u i s i e r a n f a v o r e cer l a f o r m a c i ó n de u n a l e n g u a a m a l g a m a p r o p i a y n u e v a s i n r e c o r d a r que los p r o b l e m a s intelectuales y c u l t u r a l e s no se j u z g a n c o n c r i t e r i o p a r t i d i s t a los elementos esenciales, básicos, de u n a nación const i t u i d a c o m o su i d i o m a n o deben s e r v i r de e emento a i s l a d o r s i n o de lazo. T r á tase de u n espejismo p e l i g r o s o E l buen sentido, el estudio r e f l e x i v o de los p r i n c i p i o s y de los hechos, las afinidades étnicas, las necesidades c u l t u r a l e s y econ ó m i c a s así l o d e m u e s t r a n S i los a m e r i c a n o s d e j á r a m o s c o r r o m p e r nuestra l e n g u a ¿c u á n t o s siglos pasarían antes de que c e s a r a n las d i v e r s a s deformaciones de ser dialectos, antes de que c o n s i g u i é r a m o s i m p o n e r su estudio en las escuelas d e l e x t r a n j e r o?
 // Cambio Nodo4-Sevilla