Patrocinado Por:

Volver

Resultados de la búsqueda

Resultados para
ABC. SÁBADO 30 D E N O V I E M B R E D E 1929. E D I C I Ó N DE ANDALUCÍA. PAG. rr LOS TIEMPOS Q U ECORREN E NE L TEATRO 11 Génesis dramática dei burlador N o vale f u i sino soy (Tirso. B u r l a d o r III. L o p r i m e r o que hace el burlador, a! s a l i r a escena, en l a a d m i r a b l e comedia de T i r s o es quitarse el n o m b r e c o m o el que se quita u n a n t i f a z d e s e n m a s c a r a r s e des e n g a ñ a r n o s T o d a b u r a enseña u n a verdad. C u a n d o la engañada, y desengañada, Isab e l a le p r e g u n t a ¿Q u i é n eres, h o m b r e? responde c l a r a m e n t e i Quién soy? U n h o m b r e s i n n o m b r e ¿U n hombre s i n nombre, D o n f u a n? ¿N o será a l r e v é s? E l o t r o D o n J u a n s í el que no es m á s que eso su n o m b r e no el burlador. E l burlador es h o m b r e que se q u i t a el n o m b r e c o m o u n a m á s c a r a p a r a que lo recojan los d e m á s y lo h a n r e c o g i d o en efecto, c o m o u n g u a n te, el n o m b r e ese a n t i f a z c o m o un piriga j o A h í c u e l g a ejecutado y l a c i o pelele, el n o m b r e vacío, el nombre s i n h o m b r e D o n J u a n sentimentalmente y patológicamente desfigurado. E s t i e m p o de v o l v e r a l burlador, a l a figura d r a m á t i c a del burlador, el hombre sin nombre, que aceptaba, g o z o s a mente, este o t r o n o m b r e n u e v o de burlador, diciéndole al que se lo o f r e c í a T ú me has dado g e n t i l n o m b r e E s t o e s burlador y no D o n Juan. ¿Y qué es, quién es, e l burlador e n l a com e d i a del f r a i l e T i r s o? ¿U n e n a m o r a d o r? ¿U n e n a m o r a d o? N a d a de eso. U n h o m b r e que n o quiere perder el t i e m p o n i m á s n i m e n o s n i l o quiere g a n a r que no quiere perder el t i e m p o en toda l a extensión de l a p a l a b r a tiempo que no quiere perder su s i t i o o espacio t e m p o r a l U n hombre r a c i o n a l lógico, a b s o u t o U n e x t e m p o r á n e o el h o m b r e que no quiere c o n t e m p o r i z a r T o d o lo que hace el burlador en la c o m e d a de T i r s o es e x t e m p o r á n e o e n g a ñ a m a t a o muer e p a r a n o c o n t e m p o r i z a r por b u r l a r y b i r l a r el tiempo que tan l a r g a m e n t e se le fía. T i r a el t empo p o r la ventana (como Segismundo al c r i a d o para ver si es v e r d a d si lo puede s e r) l o d e s p i l f a r r a pródigamente c o m o si f u e r a u n c a p i t a l y así se l o j u e g a jugándose l a cabeza p o r eso se queda sin él y le f a l t a tiempo p a r a t o d o y por falta m a t e r i a de tiempo, l o pierde todo. H a y t i e m p o m a t e r i a l! ¿N o seremos de l a m a t e r a m i s m a de nuestro t i e m p o que es tiempo d e ser v no de pensar? P o r q u e se tiene el tiempo c o m o se tiene el ser. por p a r t i c i p a c i ó n según el pensar a g u s t i n i a n o asi lo pensaban los escolásticos, tomistas o n o y a h o r a tal v e z H e i legger. que es t a m bién, a su m o d o algo n e o- e s c o l á s t i c o a m o d o del r o m a n t i c i s m o m e t a í s i c o alemán. E l burlador, que es u n a consecuencia escol á s t i c a u n a consecuencia del m o d o de pensar esco ástico de su teológico i n v e n t o r de pensar católico, no tiene t i e m p o que perder n i que g a n a r no tiene m a t e r i a m e n e t i e m p o se lo h a jugado todo. Y no puede dar al tiempo, como b a c í a ar. uel o t r o D o n íuan c a l d e r o n i a n o e! de T o l e d o tan prudente c o n t e m p o r i z a d o r que n o h i z o m á s que ganar t i e m p o a f u e r z a de contemporizar Q u é te parece el engaño para i r d a n do t i e m p o al t i e m p o- -p r e g u n t a este D o n J u a n de T o l e d o nue iuega con su cuenta y r a z ó n m u y d i s t i n t a de l a del burlador de S e v i l l a cuando e x c l a m a c o n respuesta d i s parada y d i s p a r a t a d a como u n c o h e t e que no lo toma, porque nunca quiso t o m a r lo de p r e s t a d o n i atemperándole 111 contemp o r i z a n d o l a m a s L o que quiso verdaderamente el burlador, lóg. cántente, es la verdad la verdad de s u ser d r a m á t i c o tempor a l ser verdad o ser de verdad, identificando el ser y e l pensar como todo verdadero, exCiUsivo, r o m á n t i c o r a c i o n a l i s m o ber y no tener t i e m p o no tener el tiempo n i el ser en parte, sino en t o d o n o c o m p a r t i r n i part i c i p a r E l amor tampoco. A s i es el hombre sin nombre, s i n a g u a b a u t i s m a l el hombre prístino, p u r o el adamila, el que acepta la proposición tentadora de l a serpiente en el P a r a í s o T e r r e n a l ser como D i o s o como los d i o s e s y por querer serlo, a lo d i v i n o el burlador de l a c o m e d i a teológica de 1 i r s o no es u n ateo, c o m o lo es el D o n J u a n de l a n o m i n a l i s t a y v a r i a de M o l i e r e sino todo ¡o c o n t r a r i o de u n a t e o u n a n t i- D e o u n c o n t r a- D i o s y, naturalmente, o s o b r e n a t u r a l mente, por lo mismo, u n contra- sentido, P o r no perder n i u n m i n u t o de t i e m p o pierde u n a eternidad, también de tiempo, de perduración t e m p o r a l L o que quiere lo e x i g e en el acto, en un solo acto, p u r o c o m o D i o s p o r él y p a r a él solo. Y se rompe el b a u t i s m o p o r c o n s e g u i r l o se queda s i n nombre b a u t i s m a l en hombre e x c l u s i v o e x t e m p o r á n e o en todo y e n n a d a en negación p u r a de l o t e m p o r a l T o d o es u n c o n t r a- t i e m p o p a r a el burlador. T o d o s o n o le son, c o n t r a t i e m p o s y es que m a r c h a c o n t r a los tiempos, e n sentido c o n t r a r i o al de su dramática t e m p o r a l i d a d N o es hombre de su tiempo el burlador, ni de ningún tiempo, sino de su perpetuo con: r a t i e m p o de su empeñada e x t e m p o r a n e i dad. Y éste es su d r a m a como todo d r a m a no c o n t e m p o r i z a r su a r g u m e n t o no su acción d r a m á t i c a (en donde acaba l a acción empieza el d r a m a pensaba Justamente N i e t z s ehel su acción es como l a que se dice de una baía p e r d i d a m á s a ú n c o m o l a de l a chispa eléctrica, l a del r a y o rápido como el p e n s a m i e n t o l a m á x i m a velocidad c o n o c i d a- l a de la l u z L o s h i j o s de las t i n i e b l a s son más prudentes que los h i j o s de l a l u z dice el E v a n g e l i o E l burlador, perece por el D i a b l o v como el D i a b l o víctima o r g u llosa de tan imprudente l u m i n o s i d a d ¡Qué laminosamente e n c e n d i d a rápida c o m o el pensamiento, c r u z a la escena la figura a r r o gante, valiente y l i g e r a del burlador! A l c o r r e r de ios tiempos dramáticos, y c o n t r a ellos, a v a n z a n d o contra su c o r r i e n t e hasta el o r i g e n m i s m o o r i g e n i m p u r o de su dramático ser v pensar hasta el m a n a n t i a l c o n t a m i n a d o de su última, o p r i m e r a h u m a na o r i g n a l i d a d que es la razón de ser de ios tiempos, del d r a m a h u m a n o de lo tempurail. Y por esto es el burlador el hombre en Persona, en persona dramática: la figura perfecta del h o m b r e raciona: e x c l u s i v a m e n t e r a c i o n a l enigmático y especulativo, como quería S a n P a b l o P o r q u e si bien se m i r a y el teatro es cosa de m i r a r si bien se m r a en este espejo e n i g m á t i c o del burlador se v e r á e n él l a i m a g e n y representación h u m a na del más d r a m á t i c o a r g u m e n t o el de l a razón p u r a el d r a m a del pensar r a c i o n a o verdadero, el r e f l e j a d o o r e f l e x i v o esencial v no e x i s t e n c i a l el insuperable contra ¡ns, contrasentido y c o n t r a t i e m p o de l a pura r a c onaüdad. L a razón hace al valiente d ce T i r s o en El Burlador. Parece e l burlador, tan claramente encendido de luces r a c i o n a les, valiente y rápido para b u r l a r u n t o r e r o y lo es, el t o r e r o de lo absoluto, el torero lóg i c o de l a v e r d a d P o r eso es el homhi e v n o el h o m b r e p o r eso n o es D o n J u a n Y es el hombre en persona o fn ¡ura dramúma idea l; es decir, el h o m b r e la medida d r a m á t i c a del tiempo, o de los t i e m p o s v la p e r s o na o figura i d e a l l a m e d i d a de! tiempo, o de los tiempos dramáticos en e l teatro. D o b l e sentido v s i g n i f i c a d o r a c i o n a l de l a comedia es éste, que nos da la más c o m p r e n s i v a noción l ó g i c a p a r a su interpretación y entendimiento, porque el arte dramático es, como todo arte poético verdadero, un arte de hacer, de c o n s t r u i r i m a g i n a t i v a m e n t e l o p e n s a d o u n poético artefacto racional. L a comedia (en el arte n u e v o de hacerlas que inventó L o p e de V e g a v p e r f e c c i o n ó T i r s o) está hecha de este m o d o hecha p a r a que se vea, en el t e a t r o p a r a que se vea de v e r d a d es decir, p a r a que se e n t i e n d a p o r q u e es cosa (causa) d e v e r v de e n t e n d e r cosa de razón p u r a i m a g e n v representación de su a r g u m e n t a r P o r eso llamó también T i r s o a l a c o m e d i a certeramente, esfera del PenSarniento. L a razón u n i v e r s a l de ser de l a c o m e d i a de til Burlador es ésta, c o m o su r a zón de ser u n i v e r s a l su c o n s t i t u t i v o c a t o l i c i s m o poético e h i s t ó r i c o S i e t e siglos de escuela de pensar, de m o d o de pensar c r i s tiano católico, le d a n resonancia v p e r s p- c t i v a espirituales. N a d i e que no sea u n h i pócrita o u n inconsciente, si m i r a a l burlador cara a cara (que es c o m o hav que m i r a r en e l teatro, v n o de l a d o n i t o r c d a m e n t e) lo deiará de v e r v de verse en él c o m o e n un espejo r e f l e j a d o r e f l e x i o n a d o en l o m á s r uro, d i s t i n t o v c l a r o de su ser t e m p o r a l Resulta asi c o n s i d e r a d o o c o n r e m n l s d o r r e f l e x i o n a d o el burlador de l a m a r a v i l l o s a comedia de T i r s o iniciación al p r o d g o s o a b e r i n t o del teatro catódico español del x v u que en Calderón precisará su a r q u i t e c t u r a transparente. E l burlador, poniéndosenos p o r delante, como a l a e s t a t u a 1 huí de ser conocido, mas ya me tienes delante, iluminará c o n su presencia l a escena, b u r a n do el c o r r e r de los tiempos dramáticos q u e le c i r c u n d a E s t o es lo que esclarece la c o m e dia de El Burlador: el encenderse c l a r a m e n te en l a b u r l a p o r un intelectuaüsmo e x c l u s i v o c o m o el de! torero en la p a z a adumb r a n d o de burlas y de veras, c a t ó l i c a m e n t e la t r a g e d i a c o m o si v i s t i e r a r a c i o n a l m e n t e con el t r a j e de luces de torear, el teatro c a tólico español del x v n Y a estas p r i m e r a s luces de su d i a se v i s l u m b r a n va las ¡o r n a das más l u m i n o s a s de su m a r c h a L a v e r dad de l a c o m e d i a de El Burlador nos g u ña herméticamente u n o j o l o m i s m o que el l u D. Julio Bravo, autor de Chinelón, obra c e r o d e l a l b a ¡Estrellas que me alumbráis, dadme en este e n c a ñ o suerte, si el galardón en la muerte tan larfro me lo guardáis! tiempo porque no 16 ¡tiene, no lo tiene p o r- Si el burlador no puede d a r t i e m p o al que fué citada en el concurso de noveles estrenada anoche en el Alkázar. Jos? B E R G A M I N
 // Cambio Nodo4-Sevilla