Patrocinado Por:

Volver

Resultados de la búsqueda

Resultados para
MADRID- SEVILLA 5 DICIEMBRE DE 1929. NUMERO 10 CTS CERCANA A TETUAN, SEVILLA SUELTO DIARIO I L U S T R A DO. AÑO VIGÉSIMO QU I N TO N. 8.406 OLIVE. REDACCIÓN: P R A D O D E S A N S E B A S T I A N S U S C R I P C I O N E S Y A N U N C I O S MUÑOZ da- en 3 a m i t a d d e l m o n t e es l a a r r o g a n t e f a c h a d a de l a c u e v a A d e m á s de h o r r i b l e arrogante. ¡P o b r e c u e v a de S a n L o r e n z o del Morree! P e r o existe en E s p a ñ a u n l u g a r que es P o b r e s m o n t a ñ a s! E l l a s estaban s o l i t a c o m o l a p i e d r a de toque de l a comprensión rias, n a t u r a l m e n t e silenciosas, n a t u r a l m e n del p a i s a j e no son los P i r i n e o s no es el t e apartadas, naturalmente. S e las m i r a b a P i c o de V e l e t a n o es el M o n c a y o n o es con r e c e l o -s e les tenía m a l encubierta ojeG r e d o s no es e l G u a d a r r a m a E s t á ese sitio r i z a H a s t a los labradores del l l a n o n o queen el c a m i n o real de M a d r i d a F r a n c i a y rían n a d a c o n l a s montañas. -U n r e f r á n cases el desfiladero o g a r g a n t a de P a n c o r b o tellano d i c e el año de la sierra, no lo traiga C o m o p o r allí p a s a n los que v i e n e n de p o r Dios a la tierra; es d e c i r las nevadas, los t i e r r a del resto de E u r o p a ese l u g a r h a sido aquilones, los d i l u v i o s que h a y a por allá el contraste p a r a i a apreciación d e l paisaje a r r i b a p o r l a s i e r r a que no nos los t r a i g a por parte de los e x t r a n j e r o s Y c o m o p p r el S e ñ o r p o r estos llanos. Y las montañas entre esas peñas h a n de deslizarse los que de no tenían c u l p a de n a d a no tenían c u l p a de M a d r i d v a n a l N o r t e esa m i s m a p r u e b a se que en sus a n f r a c t u o s i d a d e s h u b i e r a cuevas ha hecho respecto a l paisaje c o n l o s espat e m e r o s a s n i q u e sus quiebras f o r m a r a n b a ñoles. P a n c o r b o h a s e r v i d o p a r a que f r o t e r r a n c o s h o n d o s n i de que e n sus riscos h u mos en sus r i s c o s n u e s t r a s e n s i b i l i d a d D e b i e r a deslizaderos peligrosos. T a m p o c o eran b i e r a hacerse l a h i s t o r i a estética de P a n c o r culpables de que se solaparan en sus esconbo a l o l a r g o de dos, tres, c u a t r o siglos, drijos algunos facinerosos y bandidos con veríamos cómo los breñales de P a n c o r b o h a n sus t r a b u q u i t o s n a r a n j e r o s Ñ o podíamos v e r sido tratados. H i s t o r i a d o r e s g e ó g r a f o s poecon t r a n q u i l i d a d a estas buenas, silenciosas, tas, novelistas, autores de guías de c a m i n o s s o l i t a r i a s montañas. F n i 8 o í u n francés han encontrado en P a n c o r b o l a m e d i d a de su que se c r e í a s u p e r i o r a todos los h o m b r e s d e l c a p a c i d a d c o m p r e n s o r a del paisaje. E n l o s p l a n e t a- -y c l a r o que también a todas las Elementos de Geografía, de A n t i l l o n p o r m o n t a ñ a s- en 1805 el v i z c o n d e F r a n c i s c o ejemplo, e n l a segunda edición- -V a l e n R e n a t o de C h a t e a u b r i a n d h i z o u n a v i s i t a a l cia, 181 se m e n c i o n a l a h o r r o r o s a g a r M o n t- B l a n c v i s i t a de cortesía, fría, cereg a n t a de P a n c o r b o G e n e r a l m e n t e ese es m o n i o s a v i s i t a de s u p e r i o r a i n f e r i o r E n el a d j e t i v o que se emplea p a r a calificar e l el r e l a t o de esta e n t r e v i s t a el señor v i z c o n d e f a m o s o desfiladero; pero también h a y- quien m u e s t r a su desagrado p o r las montaña? ha sabido ver su g r a n d e z a y emplea adje H a y- -d i c e- -d o s m a n e r a s de v e r las m o n tivos laudatorios. tañas c o n nubes y s i n n u b e s E l c o m i e n z o del señor v i z c o n d e n o está m a l pero s i g a O r t e g a v Gasset dice en sus estudios que m o s c o p i a n d o P a r a expresar escuetamente los románticos usaban del epíteto sublime m i opinión sobre l a s montañas, diré que, p a r a hablar de las montañas. E l -p r i m e r r o c o m o n o e x i s t e n bellos paisajes s i n u n h o r i- mántico de España ha sido J o v e l l a n o s el zonte de montañas, n o h a y tampoco lugares p r i m e r o que h a sentido l a N a t u r a l e z a de agradables de h a b i t a r n i placientes a l a v i s- un modo h o n d o r e l i g i o s o diríamos, h a sido ta v al corazón, allí donde f a l t a el aire 1 Tovellanos. D o n G a s p a r- M e l c h o r p a r t i c i p a del s i g l o X V I I I y d e l x i x se h a l l a a caballo espacio. Y eso es tío que sucede en l o recóndito en los dos siglos. Y también p a r a J o v e l l a n o s de las m o n t a ñ a s D e s a h u c i a d a s las pobres ha sido P a n c o r b o l a p i e d r a de toque de su montañas. P e r o a ú n h a y m á s C o n s o l e m n i- sensibilidad. V a a ver el lector cómo- u n a dad, c o n énfasis, c o n s u p e r i o r desdén, el se- simple frase de Tovellanos c o n f i r m a l a aseñ o r v i z c o n d e p r o s i g u e E s a s pesadas m a- veración de O r t e g a v Gasset y nos m u e s t r a sas n o están en armonía c o n las facultades a D G a s p a r en e q u i l i b r i o entre dos centudel h o m b r e y con l a flaqueza de sus ó r g a- rias. H a b l a n d o de P a n c o r b o e n el segundo nos L a prueba de aue las montañas n o tie- de sus Diarios (1701) dice J o v e l l a n o s nen i m p o r t a n c i a- -d e j a m o s l o m e j o r para lo E n o r m e s peñas de P a n c o r b o de s u b l i m e y iiltinío- es que, c o m o dice F r a n c i s c o R e- hórrida v i s t a L o s dos s i g l o s el X V I I I c o n n a t o l o s p i n t o r e s las p o n e n siempre en el lo hórrido, y el x i x romántico, c o n ló suf o n d o de sus c u a d r o s blime. M e d i t a m o s sobre El espectador, de José Cuál es l a a c t i t u d d e l autor d e l e l u c i d a O r t e g a v G a s s e t en el reciente número, r i o? A c a s o- -s i 110 es i r o n í a- -u n p o q u i t o de el V I I de ese sutil e l u c i d a r i o unas páginas desdén para l a ingente, s o l i t a r i a callada, p o penetrantes sobre e l alpe y la. m o n t a ñ a bre montaña. L a montaña ingente y e l sencillo monte. D e AZORIN dónde a r r a n c a l a admiración, el respeto, l a simpatía p o r las m o n t a ñ a s? 4 C u á n d o se h a c o m e n z a d o a c o m p r e n d e r las m o n t a ñ a s? D o s p a l a b r a s que h a n sido t r a d i c i o n a l m e n t e e m pleadas p a r a calificar las montañas y- todo lo que en ellas se c o n t i e n e horroroso, horrible. E n los siglos pasados, las montañas eran h o r r i b l e s u h o r r o r o s a s los desfiladeros, E l salón es d e c a s a r i c a y h a costado d i l a s cuevas, los b a r r a n c o s l a s breñas, todo nero e l a m u e b l a r l e pero es m á s b i e n feo. era h o r r i b l e u h o r r o r o s o E l paisaje de m o n- L o s muebles, de m a d e r a tallada y dorada, taña no h a comenzado a c o m p r e n d e r s e hasta están x u b i e r t o s de damasco azul. D e damasc a s i nuestros días. T o d a v í a en 1842, don co a z u l son también las c o r t i n a s de puerF r a n c i s c o P i y M a r g a l! en su l i b r o Esfiaña tas y balcones. E s t e damasco a z u l es be- -n o se t r a t a en él más q u e de C a t a l u ñ a- e s t o f a l a seda es g e n u i n a el d i b u j o comenza a íe esta m a n e r a l a descripción de sico. N o h a y nada que pedirle. Justifica Ja cueva de S i m a ñ a en S a n L l o r e n s del precio. Y s i n embargo, j u n t o a l dorado de M u n t U n a h o r r i b l e h e n d i d u r a e r i z a d a de las t a l l a s tiene antipatiquísima c r u d e z a i n p e ñ a s c o s i n f o r m e a n c h a e r g u i d a eleva- h o s p i t a l a r i a A pesar de: lo m u y b i e n mullí- ESPAÑA Pancorbo dos que p a r e c e n s o f á butacón y sillones i n s p i r a n m u c h o m a y o r deseo, que de sentarl e y descansar en ellos, de echar a c o r r e r P o r l a s paredes h a y unos cuantos c u a d r o s h o r r i b l e s e n f u e r z a de románticos. E n una j a u l a de d o r a d o latón se balancea u n amarillo y verde papagayo... No hay que asustarse. N o v a a g r a z n a r en d i s o n a n c i a a r m ó n i c a c o n l a ñ o ñ a c r u d e z a del salón. Está disecado. Murió, afortunadamente, hace casi u n l u s t r o L a dueña de l a c a s a que le a m a b a entrañable y oficialmente (se lo había t r a í d o de n o sé qué A m é r i c a su potentado e i n s o p o r t a b l e esposo, también, afortunadamente, d i f u n t o) h a q u e r i d o c o n servar el p i a d o s o r e c u e r d o d e l tedio c o n y u g a l en l a s pintadas plumas d e l a v e S o b r e u n estante de fingida l a c a h a y u n a d e l i c i o s a figurilla de M e i s s e n que h a v e n i do r o d a n d o de u n a a l m o n e d a mas, ¡a y! que j u n t o a ella u n h o r r e n d o j a r r ó n p i n t a d o a m a n o sostiene u n b r a z a d o de f o l l a j e esterilizado y a r t í s t i c o E l t a p i z es a n t i g u o de P e r s i a l e g í t i m o ¡n o faltaría m á s! L o s v i s i l l o s s o n de e n c a j e m o d e r n o legítimo también. C u a n d o el s o l a t r a v i e s a las m a l l a s y t i r a a l suelo sombras de rosas y capullos, el sentimental d i b u j o del encaje y e l intelectual diseño del t a piz r a b i a n de verse j u n t o s y se d a n de cachetes. Dos mesitas del m á s contemporáneo y p u r o gusto inglés j u e g a n sobre e l t a p i z a l d i v e r t i d o j u e g o de estorbar l o m e j o r y m á s posible. C a d a u n a sostiene u n a p r e c i o s í s i m a i n u t i l i d a d L a p r i m e r a u n a c a j a de e s m a l te, que está siempre v a c í a l a s e g u n d a u n p r i m o r o s o encendedor de r e p u j a d a p l a t a que n u n c a h a f u n c i o n a d o S o b r e n i n g u n a de ellas se le h a o l v i d a d o a nadie n u n c a u n libro. E n difícil e q u i l i b r i o sobre e l b r a z o i z q u i e r d o del s o f á se s o s t i e n e- -y ésta es l a tragedia del salón- -una lujosísima y refinadísima muñeca. A p e n a s podemos atrev e r n o s a l l a m a r l a d e t r a p o puesto que está v e s t i d a c o n terciopelos, rasos y encajes. P r e t e n d e o representa ser u n a m a j a española, v i s t a p o r u n a r t i s t a f r a n c é s que n ó sabe de E s p a ñ a sino l o que h a soñado a través de E l T r i c o r n i o de los B a i l e s R u s o s A m p l i a f a l d a de g r a n a c o r p i n o c o n h a l d e tas de terciopelo verde, m a n t i l l a de encaj e sobre e m p i n a d a p e i n a de filigrana de o r o Y c o n todo ello, ojos teñidos y desteñidos a l carbón, de morfinómana m o n t m a r tresa, y m i e m b r o s lánguidos de pélela b o rracha... EN EL SALÓN La muñeca se desespera i P o b r e m u ñ e c a! H a v e n i d o de P a r í s de F r a n c i a c u a l sus antepasadas y predecesoras, l a muñeca de c e r a y l a de biscuit. C i e r to que no h a venido a venderse a u n b a zar burgués, sino a u n a t i e n d a de e x t r a v a gantes f r i v o l o s y caros o b j e t o s de a r t e Y, v e r d a d que el a r t i s t a que l a c r e a r a n o la ideó para solaz de l a niña buena, e n p r e m i o de las notas portentosas que las m o n jitas h a n tenido l a c a r i d a d o p o r t u n a de firmarle la víspera de N a v i d a d V i s t i é r o n la sus trapos de relumbrón manos p e c a d o ras, y estuvo destinada a diversión de u n a b r a v a cocotte en u n bar elegante, a b u r r i d o y noctámbulo. 1 C a p r i c h o s de l a muda l a h a n ¿raidc é zo d e l sofá d e l salón de u n a r i c a y í. ónesta d a m a española... ¡C ó m o se a b u r r e l a desv e n t u r a d a! S o n de oír sus lamentos e n l a l l u v i o s a y destemplada tarde de m a y o ¿Yj esto e s l a E s p a ñ a- -d a m a c o n d e s-
 // Cambio Nodo4-Sevilla