Volver

Resultados de la búsqueda

Resultados para
A B C. J U E V E S 5 D E DICIEMBRE D E 1929. E D I C I Ó N DiS A N D A L U C Í A PAG. 7 CLIMAS Les enfants terribles L a l i s t a de l a s obras de J e a n C o c t e a u c o m p r e n d e en su última v e r s i ó n dos v o lúmenes de verso, c u a t r o de n o v e l a tres de c r í t i c a -t r e s de teatro y siete de obras i l u s t r a d a s E l autor clasifica y r o t u l a estas o b r a s a s í Poesía, Poesía 4 e novela, Poesía crítica, Poesía de teatro, Poesía gráfica. P u e d e parecer u n a pose. C o n o c e r l a o b r a de C o c t e a u y s e n t i r l a s u p r i m e esa hipótesis. C o c t e a u no se p r e o c u p a de l a s i g n i f i c a ción de sus obras, p o r q u e c o n ellas n o pretende n a d a N a c e n dei l i b r e j u e g o de l a i n t e l i g e n c i a T a m b i é n él joue le jen, c o m o los p r o t a g o n i s t a s de su último l i b r o Les enfants terribles. E s o es l o esencial p a r a E n la chambre t r a n s c u r r e c a s i í n t e g r a l a ellos, y p a r a él. Jouer le jeu- -jugar el jueg o- -e s H a b r í a que d e j a r l o en francés. n a r r a c i ó n e n l a c u a l apenas pasa nada. Y Cocteau es e n r e a l i d a d i n t r a d u c i b i e L o s i n e m b a r g o n a d a menos estrecho, menos que de él he v i s t o t r a d u c i d o a u n estando, inmóvil, menos e n r a r e c i d o m á s v a r i o m a s acaso, todo l o b i e n que puede estar, no se i n t e r e s a n t e lee s i n u n a protesta indefinida, que n o es D o s h e r m a n o s rméríaiics, Isabel y P a r e p r o c h e a l t r a d u c t o r pero sí v i v a nos- blo, y sus a m i g o s niños c o m o ellos a l cot a l g i a del o r i g i n a l S i e m p r e es difícil t r a s- m e n z a r l a novela, Á g a t a y G e r a r d o s o n los l a d a r u n texto p e r s o n a l v m a t i z a d o a u n personajes. R e l a t a r cómo y p o r qué lo son i d i o m a d i s t i n t o del que, a l r e c i b i r l e p o r no podría i n t e n t a r l o q u i e n h a y a leído e l vez p r i m e r a c o n t r i b u y ó grandemente, pres- m á g i c o l i t r o c u y a expresión t o t a l es casi tándole s u g e n i o y sus m o d u l a c i o n e s a sus a s i m i l a b l e a u n o de esos versos perfectos p r o p i a s silueta y e s t r u c t u r a P e r o cuando cuyas palabras, irreemplazables, parecen se t r a t a de C o c t e a u l a dificultad se desliza h a c i a l o i m p o s i b l e U n e s c r i t o r como C o r pus B a r g a t r a d u j o p o r e j e m p l o Orphée. N o creo que n a d i e p u e d a t r a d u c i r l o m e j o r y aquello se parece a Orphée c o m o un pollo m o j a d o a u n cisne. C o c t e a u es de los e s c r i N o hace daño fumar tores en que l a f o r m a es m á s esencial. N o a l t e r n a n S o c o n v u e s t r o t a b a c o e l de los le c o n o c e r á q u i e n n o pueda leerle s i n i n Cigarrillos refrescantes MERZ termediarios. J u g a r el j u e g o es t r a n s f i g u r a r las cosas, s u m i r s e e n u n o m i s m o y ausentarse, elevarse e n ensueños indecibles. E n l u g a r de aprender Gramática, Aritmética, H i s t o r i a G e o g r a f í a C i e n c i a s naturales, había a p r e n dido j u g a r el j u e g o a d o r m i r despierto u n sueño que os pone f u e r a de alcance y devuelve a los objetos s u v e r d a d e r o sentido. A s í mueve siempre Cocteau l a pluma. Y p o r eso cuantas i m á g e n e s- -i n s t r u m e n t a das en palabras o en líneas, imágenes verbales o g r á f i c a s- -s o n en efecto, Poesía. E n u n preámbulo q u e C o c t e a u c o m p u s o- -1 9 2 5- -p a r a el c a t á l o g o de u n a E x p o s i ción de cuadros de I r e n e L a g u t decía, d i rigiéndose a l a exquisita pintora francesa: S o y a h o r a m á s apto p a r a c o m p r e n d e r t u h e c h i z o porque u n a cierta esquivez d e n u n cia e l o r i g e n de t u s i m á g e n e s surgen del ensueño. Y o he d i c h o El ensueño y el mar se parecen. Las frases que se retienen dei uno y las plantas que se retiran del otro pierden instantáneamente su belleza. S o l a tú pareces saber c ó m o t r a n s p o r t a r intactas a l a l u z del s o l l a s figuras im- poco locas del sueño es, sobre todo, p o r ese ambiente de i r r e a l i dad e n que baña los hechos m á s reales. E l s i n g u l a r placer intelectual de leerle a u m e n ta, además, p o r ser t a n nuestro, tan de h o y la e s t r u c t u r a de su talento, su concepto de l a estética. A C o c eau le g u s t a- -c o m o entre nosotros a otro p o e t a José B e r g a n t í n- -r e- c r e a r c o n sentido i m p r e v i s t o y sutil u n a frase corriente. El secreto profesional, Llamada al orden, Les enfants terribles, tres títulos de C o c t e a u que n o aluden a l significado h a b i tual de esas tres frases. A c a s o s i n esa afición, l a n u e v a o b r a de C o c t e a u h u b i e r a p o dido t i t u l a r l a chambre, nofque u n cuarto, u n a habitación es, puede decirse, el protagonista de l a n o v e l a N o es fácil s u g e r i r l a personalidad, e l relieve, a p r e s e n c i a que la chambre adquiere en el relato, n i m u c h o menos e x p r e s a r l a sobriedad pasmosa c o n que está ello conseguido. creadas expresamente p a r a componerlos. I n tentaré o f r e c e r dos o tres aciertos c a r a c terísticos de l o s menos esquivos y rebeldes a l a reproducción aislada. Y e n obsequio de a l g ú n l e c t o r que n o domine suficientemente el i d i o m a de Cocteau, me a r r i e s g a r é p r e v i a s m i s salvedades y excusas, a t r a d u c i r l o s c o n el m a y o r respeto p o s i b l e L a enferma dormitaba... Aquella mujer de t r e i n t a y c i n c o años parecía u n a v i e j a y deseaba m o r i r S u m a r i d o l a había h e c h i zado, m i m a d o a r r u i n a d o abandonado. T r e s años de breves a p a r i c i o n e s en el d o m i c i l i o c o n y u g a l E n él hacía repugnantes escenas. U n a c i r r o s i s del hígado le hacía v o l v e r E x i g í a que se le cuidase. A m e n a z a b a matarse, blandía u n r e v ó l v e r T r a s l a c r i s i s t o r n a b a a su amante, que le a r r o j a b a a l a m a g o d e o t r a c r i s i s U n a v e z llegó, se tambaleó, se acostó e, i n c a p a z de marcharse, m u r i ó j u n t o a l a esposa c o n l a que rehusó v i v i r S u b l e vada, a q u e l l a m u j e r e x t i n t a se h i z o u n a m a d r e que abandonaba a sus h i j o s se p i n t a b a c a m b i a b a cada semana de c r i a d a b a i l a b a y buscaba d i n e r o en c u a l q u i e r p a r t e N i n g ú n lector dejará de a p r e c i a r el. v i g o r l a precisión c o n que esas pocas p a l a b r a s s i túan l a narración, definen el ambiente y p i n tan todo u n proceso p r e v i o a l relato y n e cesario p a r a c o m p r e n d e r l a psicología d e los personajes. A c a s o r o sea t a n g e n e r a l l a estimación de lo difícil que es p r o d u c i r c o n esa b r e v e d a d no i g u a l s i n o m e j o r mise en scene que es h a b i t u a l o f r e c e r en p r o l i j a s p á g i n a s a veces e n l a r g o s capítulos m i n u ciosos. H e a l u d i d o antes a l a a c t u a l i d a d de l a estética de Cocteau. H e a q u í- -b r e v e d a d condensación- -u n a de sus c a r a c t e r í s t i c a s confirmatorias. L a v e l o c i d a d- -h a d i c h o P a u l M o r a n d r e c i e n t e m e n t e- -h a modificado el A r t e L a s obras m a e s t r a s que nos s o n necesarias f u l g u r a n Le Sacre du Printemps no d u r a tres días, sino v e i n t e m i n u t o s todo l o que es. l a r g o deviene i l e g i b l e i r r e p r e sentable, i n v i v i b l e D i g a m o s de paso, que muchos i n c u r r e n e n e r r o r a l c o n f u n d i r brevedad c o n rapidez. A m e n u d o u n a página aparece rápidamente e s c r i t a porque ha sido rehecha cinco o seis ve- es. N o e v i t a siempre C o c t e a u l a expresión p e r i f r á s t i c a si es c o m p a t i b l e c o n el r i t m o concentrado, c u a n d o su juego l e d i c t a u n a f ó r m u l a f e l i z y e x p r e s i v a I s a b e l era e x tremosa hubiera dicho, un escritor vulgar. V e d cómo nos hace p a l a d e a r C o c t e a u l a m i s m a substancia de ese feo a d j e t i v o A q u e l l a c r i a t u r a t o d a de fuego y d e hielo, era i n compatible c o n l o t i b i o C o n o c e m o s a Isabel a b r i e n d o l a puerta de su casa a s u- h e r m a n o P a b l o (catorce años entonces) S e parecía a P a b l o D o s años más acusaban ciertas líneas, y b a j o su c a bellera c o r t a en bucles, e l r o s t r o de l a h e r m a n a cesando de ser u n esbozo, traducía el u n tanto b o r r o s o d e l h e r m a n o se o r g a n i z a b a se p r e c i p i t a b a en desorden hacia l a belleza. L a m a d r e muere, s i n que l o s hermanos l o a d v i e r t a n u n a noche que ellos, disputaban e n el cuarto. L a disputa d e g e n e r ó en batalla, y l a c h i c a encendida l a c a r a buscaba r e f u g i o j u n t o a l a butaca ds l a inválida, cuando se encontró trágicamente frente a u n a g r a n de m u j e r desconocida que l a contemplaba ojos y boca anchamente a b i e r t o s L o s n i ños solos, incapaces de l a c e r n a d a m i r a b a n lívidos aquel g r i t o petrificado, aquella substitución de u n a persona v i v a p o r u n m a niquí. B i e n comprendo q u e e l lector n o h a l l a r á proporción entre los j u i c i o s cálidos y. l o s fragmentos f r í o s- -c o m o disecados que est á n- -q u e preceden. M i r h m a y o r distancia espero que h a de e n c o n t r a r entre ellos y l a obra el que; pueda y q u i e r a saborearla en s u texto original RAFAEL CALLEJAJ LINE M A R S E L L A- LISBOA- N E W YORK BATU Saldrá, r e s p e c t i v a m e n t e los días 20 y 23 d e diciembrje l a m n de 24.000 t o n e l a d a s A g e n c i a ¿jeneral en E s p a ñ a B Á I X A S R b l a S t a Mónica, 2. B a r c e l o n a M a d r i d- S e v i l S a- V a l e n e i a- L a Coruña. RNÍA U n lector a s i d u o comprende e n seguida que Cocteau a d m i r e y sienta l a p i n t u r a de I r e n e L a g u t L a o b r a del a r t i s t a y l a del IA MEJOR. H O J A poeta pertenecen a l a m i s m a región espi 1 r i t u a l N i n g u n a crítica sobre C o c t e a u me DE A F E I T A I L h a parecido t a n e x a c t a c o m o lo sería a p l i- Os venta es tonas partes c a r l e esas p r o p i a s palabras suyas. S u s personajes no son m u ñ e c o s p i n t a d o s s o n h o m b r e s y mujeres v i v o s de c a r n e y s a n g r e p e r o n o s parece v e r l o s moverse en e s e m u n r do exactamente i g u a l que éste, pero absol u t a m e n t e distinto de éste, que es el m u n d o Francis eo AIyarez. C o n s t a n i i n a q u e v e m o s cuando soñamos. -S u l ó g i c a e s perfecta, -á 5 ero es lógica de s u e ñ o su rel a t o nos íMja embelesados, no como después de l e e r sino c o m o después de- soñar. Poesía P a s e o d e Grada. P r i m e r o r d e n 200 h a b i di? novela, es esa l a exacta definición. taciones. 15 (1 baños. O r q u e s t a P r e c i o s MIÓE s siempre hondamente o r i g i n a l Pero l o dera OS. E 3 m a s coneuarido. QARCaQNA. MAJESJIC HOTEL;
 // Cambio Nodo4-Sevilla