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A E C. SÁBADO i. DE MARZO E 1930. E D I C I Ó N DE ANDALUCÍA. P A C- so LA POLÍTICA E N E L TEATRO P e r d ó n señora D e A r i s t ó f a n e s a c á l a política l i a v e n i d o reflejando en el teatro, unas veces en serio y otras en b r o m a según el temperamento del escritor, el contraste entre sus ambiciones y sus resultados. S i e n d o c o m o es u n arte f u n d a m e n t a l h u m a n o puesto que opera sobre las pasiones y los intereses de los pueblos, le ra i m p o s i b l e substraerse, como la relijyíón, por ejemplo, a l a acción c o r r o s i v a de nuestras ironías. T o d o s los idealismos que p r e tenden p e r f e c c i o n a r l a v i d a c o r r e n esa suert e A l nacer en l a mente del filósofo son sal u d a d o s con emoción p o r l a m u l t i t u d que los t r a n s f o r m a en fetiches y a r r i e s g a lo que sea necesario por v e r l o s t r i u n f a n t e s ¡Q u é de sangre han costado las q u i m e r a s p o l í t i c a s! L u e g o andando el t i e m p o l a m u c h e d u m b r e a l e c c i o n a d a por los escritores, se b u r l a despiadadamente de aquello que descubrió con emoción v que a d o r ó c o n entusiasmo. S i e m p r e ha sido i g u a l E l h o m b r o no c o n s e r v a i n t a c t a su fe en n a d a h u m a n o A p e n a s si respeta l o d i v i n o P e r o esa evolución, que parte del entusiasmo, se estaciona en l a duda y c o n c l u y e en l a ironía, no se v e r i f i c a sino lentamente. N u e s t r a a v i d e z de i l u s i o n e s es t a n p r o f u n d a que el fetiche permanece a ñ o s y a u n s i g l o s en l a h o r n a c i n a de nuestra c r e d u l i d a d ¿C u á n t o t i e m p o tardará en desacreditarse el i d e a l d e m o c r á t i c o? A d v i e r t a el l e c t o r por si acaso es de los que se figuran que esa doct r i n a nos v i e n e de la R e v o l u c i ó n f r a n c e s a que l a p a l a b r a d e m o c r a c i a es de e t i m o l o gía g r i e g a lo cual quiere d e c i r que su c o n tenido ideal no es de ayer p o r l a tarde. E n pos de las democracias v i e n e n ios despotismos, y cuando éstos han abusado de su poder, vuelven las teorías r i v a l e s a d e s a l o j a r los del g o b i e r n o de los pueblos. A s í eternamente, hasta la c o n s u m a c i ó n de los s i g l o s E r a n a t u r a l pues, que l a política entrase en los d o m i n i o s d e l teatro. E l p r i m e r e s c r i tor que l a somete a los ácidos de su sátira en escena es A r i s t ó f a n e s e s p r i t u m e z q u i n o y p r o s a i c o si se quiere, puesto que no se r e m o n t a n u n c a sobre el n i v e l de lo v u l g a r pero que, s i n traspasar l a superficie de l a v i d a descubre y expone con i n g e n i o sus contrastes y sus r i d i c u l e c e s S u sátira es i n d i v i d u a l i s t a Se abstiene, t a l ve; d e l i b e r a damente, de entrar en las costumbres p o r n o ofender al pueblo, pero es i m p l a c a b l e con el político. L o s otros d r a m a t u r g o s g r i e g o s n o descienden a tales a c r i t u d e s E s p í r i t u s severos, ven en el E s t a d o u n a creación d i v i n a que púpiter h a puesto entre las manos de los hombres, y c o m o respetan h o n d a m e n t e la p a r t i t u r a m u s i c a l que es el G o b i e r n o e v i tan el m o f a r s e de los intérpretes. E n l a R o m a i m p e r i a l ¡a política está a u sente del teatro, pues l a m e n t a l i d a d cesarista no consentía que se tomase a b r o m a el arte ele g o b e r n a r E l m a n d o es allí t a n i n f a l i b l e para, el simple c i u d a d a n o c o m o p a r a el d r a m a t u r g o uanclo los poetas q u i e r e n poner a r: n t i r a n o en i a picota, o d e s i g n a r a u n antecesor lejano del que está g o b e r n a n d o o, s i aluden al César actual, se v a l e n de tales per í f r a s s que solamente los m u y i n i c i a d o s en las i n t r i g a s de l a C o r t e se enteran de l a v e r d a d L a s célebres sátiras de Tuvenal t i e nen siempre u n sentido r e t r o s p e c t i v o n o en cuanto se refieren a las c o s t u m b r e s sino a les C é s a r e s E l contemporáneo, el que está e- i c P o d e r era entonces, c o m o es a h o r a inviolable. E l esoírítn satírico ha seguido, corno todas i -fn. -np. ad. -de ln i n t e i g e n e i a las v i c i situdes de la c u l t u r a l a cual l i a estado, a su vez, supeditada a la l i b e r t a d E n períodos de tiranía o enmudece o se d i s f r a z a tanto, que no l o g r a darse a conocer de aquellos mismos a quienes t o m a p o r b l a n c o de sus dardos, P e r o s o b r e v i e n e n tiempos de l i b r e examen, y entonces r e c o b r a todos sus fueros. S i algo debe el m u n d o a l a R e v o l u c i ó n f r a n cesa, es la p o s i b i l i d a d que tiene a h o r a el pensamiento h u m a n o de pasar todas las fronteras que le oponía el P o d e r público. A p r e surémonos a añadir, s i n embargo, que esas fronteras n o pueden ser y a m u y elevadas en ios pueblos c i v i l i z a d o s L a s salta cualquiera con u n poco de i n g e n i o y de posesión del i d i o m a Solamente los m u y torpes necesitan l l a m a r al p a n p a n y a! v i n o v i n o p a r a hacerse entender de l a gente. E l teatro f r a n c é s es ei más h o s p i t a l a r i o de todos c o n l a política. L a a d m i t e en ser i o c o n todas sus dramáticas peripecias, como en La vida pública y La comida del león, y en b r o m a como en otras comedias que r e n u n c i o a n o m b r a r poroue están en ia m e m o r i a de todos. D e s d e Rábagas hasta Esios señores, t r a n s c u r r e n c u a r e n t a años amen i z a d o s p o r la g r a c i a h i l a r a n t e de unos cuantos escritores, que, si n o se h a n hecho i n mortales, porque su o b r a es demasiado frág i l t u v i e r o n su h o r a de c e l e b r i d a d E l gen i o f r a n c é s es inteligente y burlón, c u a l i dades que n o estorban a su g r a n d e z a E s un error m u y e x t e n d i d o el de creer que p a r a d e c i r a l g o p r o f u n d o es indispensable ponerse solemne. M o l i e r e es, a l t e r n a t i v a mente, alegre y triste, y y o n o veo, fuera de S h a k e s p e a r e quién pueda h o m b r e a r s e con él en el teatro. P e r o n o d i v a g u e m o s más. Perdón, señora, es u n a o b r a híbrida, con personajes de c o m e d i a y situaciones de v o d e v i l E s a a m a l g a m a m u y del gusto f r a n cés, se presta a las c o m b i n a c i o n e s m á s i m p r e v i s t a s y g r a c i o s a s T o d o ciudadano, del m á s alto a l más h u m i l d e c u a l q u i e r a que sea su c a r á c t e r puede estar en ridículo. E s o n o depende de su v o l u n t a d sino de las c i r c u n s t a n c i a s L o c ó m i c o n o se a n u n c i a n i se p r e p a r a surge y nos sorprende. E n Perdón, señora, el m i n i s t r o de A g r i c u l t u r a n o pone n a d a de su parte p o r estar en ridículo, y sin embargo, u n c ú m u l o de c i r c u n s t a n c i a s h a c e n de él u n tipo grotesco. S u p r i m e r a equivocación, o r i g e n de todas sus desvent u r a s estuvo en n o m b r a r a su a m i g o G u e r a n l t secretario p a r t i c u l a r N o es porque este sujeto adolezca de defectos graves, sino porque, c r e y e n d o h a c e r el b i e n protege a un a m i g o suyo. M a u r i c i o C e r v i e r e s que, i n s t a l a d o y a en la órbita oficial del m i n i s t r o acaiía siendo algo m á s que el confidente de l a nri. nisíresa. r i d a d es más f r a n c a R í e L u e g o c o m o M a u r i c i o es poeta, e n t r e v e r a l o g r a c i o s o c o n l o patético, y l a m i n i s t r e s a se conmueve, j O h d i v i n o p r i v i l e g i o de l a m u j e r sensible e i n teligente a q u i e n puede i n t e r e s a r lo que dice u n poeta! E n esto aparece el m a r i d o y besa a l a señora con l a m a y o r n a t u r a l i d a d A q u e l beso i n f o r m a a l poeta de que está e n p r e s e n c i a de l a m i n i s t r e s a de A g r i c u l t u r a ¿Q u é hace f a l t a p a r a que M a u r i c i o entre en l a i n t i m i d a d de l a d a m a que a c a b a de conocer P u e s que tenga u n c a r g o c e r c a de su m a r i d o E s indispensable una. vacante. E n aquel momento interviene el a z a r que es el m e j o r autor de vodeviles que h e m o s a p l a u d i d o y c o m b i n a los sucesos de m a n e r a que el m i n i s t r o se entere de que. su s e c r e t a r i o p a r t i c u l a r el bondadoso G u e r a u l t se e n t i e n de con l a d a c t i l ó g r a f a de l a c u a l n a t u r a l mente, está e n a m o r a d o el m i n i s t r o I n d i g n a ción del consejero de l a R e p ú b l i c a y c e s a n tía del secretario. A quién se le podría confiar esc c a r g o? E l c a n d i d a t o l o d e s i g n a I v o n a sin v a c i l a c i ó n y su m a r i d o lo acepta s i n d i s c u t i r Y a es M a u r i c i o secretarlo p a r t i c u l a r del. m i n i s t r o de A g r i c u l t u r a y a m i g o predilecto de l a m i n i s t r e s a ¿C o m o acabará la aventura? T r a n s c u r r e el t i e m p o y el m i n i s t r o c a m b i a de c a r t e r a P a s a ele A g r i c u l t u r a a C o m e r c i o S u esposa, m á s c o n s t i n t e en sus aficiones, c o n s e r v a el m i s m o amigo íntimo. ¿H a s t a c u á n d o? E o s vaivenes de l a política hacen que T o u r n a l- -a s í se anellida el m i n i s t r o- -s e a elegido presidente le l a R e p ú b l i c a y entonces, en pleno amor, su m u j e r se s a c r i f i c a y r o m p e t o d a relación c l a n d e s t i n a c o n su a m i g o p a r a no poner en ridículo ai j e f e d e l E s tado... ¿Q u é es, en c o n j u n t o l a o b r a de R i v o i r e v C o c i u s? L o que d i j e ai p r i n c i p i o s e n t i m i e n t j b u r i i a n o s seres de c a r n e y hueso, evolucionando en u n ambiente de estravax g a u c i a s que preparó ei a z a r c o m e d i a y v o líevil... MANUEL BUENO A U T O C R Í TI C A S Los tres mosqueteros A n o c h e se e. -tronó e n el t e a t r o E s p a ñ o l ele M a d r i d i a a d a p t a c i ó n esc- émea, o n vei. so, cine de l a f a m o s a n o v e l a de D u m a s h a n h e c h o Ltus Fernández Ardavín y V a lentín de P e d r o T o d o s de muchachos, h e m o s leído Los ¡res mosqueteros. D e a q u e l l a l e c t u r a nos ha quedadlo un r e c u e r d o persistente y l u H e d i c h o antes que! o p e r s o n a l e s de l a m i n o s o como de n i n g u n a o t r a n o v e l a de o b r a son de c o m e d i a y ias situaciones de v o d e v i l y v o y a d e m o s t r a r l o E n las c o n- aventuras, acaso p o r ser ésta l a o b r a maest r a en su género. E l r e c u e r d o es s i e m p r e d i c i o n e s n o r m a l e s de la v i d a s o c i a l I v o n a poesía. A q u e l l o s p e r s o n a j e s que nos e n t u y M a u r i c i o o están poco expuestos a ens i a s m a r o n a través de n u e s t r a i m a g i n a c i ó n c o n t r a r s e supuesta l a d i f e r e n c i a de las a m i s se nos a p a r e c i e r o n a h o r a haciéndonos sentades que frecuentan, o, si se e n c u e n t r a n sus tir i a n o s t a l g i a de l o s años m o z o s y el r e l a c i o n e s no deben pasar de lo superficial. deseo r o m á n t i c o de v o l v e r a e n c o n t r a r n o s P e r o d a la c a s u a l i d a d que M a u r i c i o no se con ellos, nos determinó a h a c e r l o s v i v i r despega de su a m i g o G t i e r a u l t y que, por lo sobre l a escena. tanto, ¡o m á s de su t i e m p o t r a n s c u r r e en el m i n i s t e r i o de A g r i c u l t u r a y como l a m i N a c i e r o n los héroes de D u m a s en u n a n i s t r e s a v i v e en a q u e l edificio oficial, u n día época en que p r e d o m i n a b a n las obras de M a u r i c i o t r o p i e z a con ella al a b r i r u n a p u e r p u r o e n t r e t e n i m i e n t o y en este sentido ta, se detiene c o h i b i d o y respetuoso, y m u r hemos orientado n u e s t r a adaptación escém u r a en tono de e x c u s a ¡P e r d ó n señon i c a es d e c i r p r o c u r a n d o sobre todo, atenr a Y L a d a m a n o obstante su seriedad, der a l a acción. S i el p r o c e d i m i e n t o r e s se detiene también, porque h a y h o m b r e s que ponde a l a finalidad, ei que nosotros s i g u i é t i e n e n u n imán p a r a las m u j e r e s y, en vez r a m o s n o podía apartarse de ciertas n o r m a s de l i m i t a r s e a lo preciso en esos casos, que t r a d i c i o n a l e s y a ellas nos hemos atenido. es u n a u r b a n a inclinación de cabeza, sonríe. E m p i c a m o s el v e r s o p o r j u z g a r l o el C u a n d o u n a m u j e r d e s c o n o c i d a y bella nos l e n g u a j e más en a r m o n í a c o n l a l l a m a r a d a sonríe a p i e firme, parece como que espera lírica que se desprende de l a o b r a de A l e de nosotros a l g o m á s que el h o m e n a j e de jandro Diunas. u n a m i r a d a ¿V e r d a d? M a u r i c i o interpreta L a acción v a r i a d a múltiple y difícil de aquella s o n r i s a c o m o u n a invitación a c o n a b a r c a r en l o s límites de u n a r e p r e s e n t a v e r s a r y se pone a decir cosas que d i v i e r ción escénica, nos l i a f o r z a d o a su división ten a i a d a m a l i s t a y a no sonríe. S u h i l a I en n u m e r o s o s cuadro. lliniliill: í i i