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i IVo d e j e astee! e l e l e e r i c í f l o i s l o s d o m i n a o s I inrtnmmrniDTirüTtninnimii UN que es P O R T F O L I O por la diversidad de sus fotografías. UN UN MUSEO L I B R O por la abundancia de su texto. UN por la belleza de sus planas artísticas; y wiinininanuniinn I ¡j R E G A L O por la baratura de su precio. J 438 FERNANDEZ Y GONZÁLEZ EL PASTELERO DE MADRIGAL 1 0 S a n t o y o que sabia que lo m e j o r que tenía que h a c e r c o n su r e a l a m o cuando estaba de m a l h u m o r e r a no contestarle u n a p a l a b r a a n o ser que directísimamente le preguntase, g u a r d ó silencio. ¡Q u é! ¿N o se te o c u r r e nada que d e c i r m e S e b a s t i á n? -d i j o el R e y -N a d a absolutamente, s e ñ o r- -d i j o S a n t o y o- sino que V e n e c i a es siempre l a m i s m a -E s o es l o m i s m o que no contestarme n a d a- -d i j o a c r e c i e n d o e n m a l h u m o r F e l i p e I I- y a sé yo. l o que es V e n e c i a p o r q u e h a c e m u c h o s a ñ o s que t r a t o c o n venecianos, gente a q u i e n es necesario a d i v i n a r p o r q u e n u n c a h a b l a n c l a r o y de q u i e n es nec e s a r i o g u a r d a r s e m á s cuanto m á s a m i g o s se muest r a n V e a m o s qué dices t ú de esta petición de u n sen a d o r del C o n s e j o de los D i e z que se nos viene e n c i m a p i d i e n d o u n a a u d i e n c i a de u n a m a n e r a que, D S o s y l a S a n t a V i r g e n de L o r e t o me p e r d o n e n m e h a n dado tentaciones de m a n d a r que m e le e c h e n m a n o m e le l l e v e n al castillo de S i m a n c a s m e le d e n g a r r o t e s i n l u z y s i n moscas y m e l o e n t i e r r e n a l a s o r d i n a e n l o s sótanos. Q u e m e t r a i g a n u n a t a z a de caldo, Sebastián, porque tengo el est ó m a g o débil C l a r o se veía, p o r a q u e l l a e x t r a ñ a salida de l a itazá de caldo del R e y que n o había preguntado a S e b a s t i á n de S a n t o y o p a r a que le contestase, s i n o q u e estaba i r r i t a d o que tenía necesidad de h a b l a r y que c o m o S a n t o y s le e r a fie! en cuerpo y en a l m a se p e r m i t í a aquel desahogo. M u y pocas personas sabían que F e l i p e I I tenía c o r a z ó n y l á g r i m a s L a u n a de estas personas hacía y a años que h a b í a m u e r t o de u n a m a n e r a m i s t e r i o s a en el c a s t i l l o de P i n t o A q u e l l a p e r s o n a h a b í a ¡sido l a ú n i c a m u j e r a q u i e n F e l i p e I I había amado con t o d a l a v i o l e n c i a de su enérgico y concentrado carácter. A q u e l l a m u j e r fué de las personas que se h a b í a n a t r e v i d o a F e l i p e I I l a que más p r o f u n damente y de u n a m a n e r a más incurable le había h e r i d o en el c o r a z ó n l a única que le había hec h o o l v i d a r su p r u d e n c i a y cometer los m a y o r e s (desaciertos que h a b í a c o m e t i d o en su v i d a L a m u j e r c u y a traición h a b í a a m a r g a d o sr. a l m a i n f i n i t a mente m á s que las t r a i c i o n e s c o n t i n u a d a s de que había sido objeto, A q u e l l a m u j e r había sido la h e r- mosísima, l a seductora, l a p r o c a z l a l o c a princesa de E b o l i doña A n a de M e n d o z a y de l a C e r d a L a o t r a persona que había c o n o c i d o p o r c o m pleto a F e l i p e I I porque F e l i p e I I le h a b í a amad o- tanto, y había depositado en él t a n ciegamente s u confianza, que n a d a p a r a él h a b í a tenido o c u l to, e r a e; h o m b r e que más v i l l a n a m e n t e había pag a d o el a m o r y l a confianza del R e y E s t e h o m b r e h a b í a sido su secretario de E s t a d o A n t o n i o P é rez, a q u i e n h a b í a perseguido y se le había escapado, y había i d o a vender los secretos de su a n t i g u o señor a E n r i q u e I V de F r a n c i a y que v i v í a miserablemente en P a r í s porque E n r i q u e I V además de ser m u y p o c o espléndido, no podía est i m a r c o m o R e y a quien le s e r v í a de u n a m a n e r a i n fame, vendiéndole los secretos de F e l i p e I I E n r i q u e I V utilizó l a traición, p e r o despreció a l t r a i d o r y le p a g ó m a l y no se fió de él, en todo l o cual h i z o indudablemente, m u y bien, L a t e r c e r a y l a ú n i c a p e r s o n a p a r a quien el R e y d o n F e l i p e e r a u n l i b r o abierto, s i n que abusase de su c o n f i a n z a n i se prevaliese de su f a v o r s i r v i é n d o l e c o n u n a lealtad a toda prueba, e r a su a y u d a de c á m a r a el buen c a b a l l e r o el buen ast u r i a n o Sebastián S a n t o y o P o r eso e l R e y se perm i t í a h a b l a r y estar de m a l h u m o r y reírse a l g u na vez, y r u g i r i a m a y o r parte de ta ¿veces delante de Sebastián S a n t o y o E s t e e n c a m b i o no abusaba j a m á s n i del buen n i del oral h u m o r t e F e l i p e I I P o d í a decirse que e r a el h o m b r e que más h a b í a c o n o c i d o a l R e y y que menos se había m e z clado n i t o m a d o parte en sus asuntos. V o l v i ó a e n t r a r Sebastián Santoyo, trayendo e l caldo en u n a t a z a sobre u n a s a l v i l l a de p l a t a y se puso a e n f r i a r el caldo c o n l a m i s m a sol i c i t u d y l a m i s m a p a c i e n c i a que p u d i e r a h a b e r l o hecho u n a m u j e r C u a n d o estuvo a punto de ser tomado, presentó al R e y l a taza, y d o n F e l i p e bebió a peaueñ os sorbos. -P u e s nos habrá oído llegar ese R e y de V e n e c i a y t a n a l t i v o s s o n l o s d i e z R e y e s de aquel n o b l e E s t a d o no demos l u g a r S a n t o y o -a que su alti. y e z se ofenda. É c h a m e l e p a r a acá y déjame solo c o n él. ¿Q u i e r e V u e s t r a M a j e s t a d que ahí, en el c a marín i n m e d i a t o detrás de la puerta, p o n g a a u n o