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H I U L R o s a s l i r i o s azahares. Noches ciaras, serenas. L u c e s y armonías de i a estación p r i m a v e r a l en este rincón del P a r a í s o que se l l a m a M á ¡dga; d i v i n a estación en que l a c i u d a d embriagada c o n el p e r f u m e de los naranjales ue su C a l e t a de los pomposos claveles de su P a r q u e y de las m i l flores de los j a r d i nes que. c u a l r e g i o c o l l a r de esmeraldas, a c i r c u n d a n ostenta sus más bellos atavíos, uniendo las g a l a n u r a s de su suelo fértil con i a p u r a d i a f a n i c a d a z u l de su cielo de m a ravilla. A b r i l S e m a n a S a n t a L í r i c a exaltación del a l m a a n d a l u z a en aras de su fe t r a d i cional. N e g r a s mantilla encuadrando p u p i las de f u e g o nubes de i n c i e n s o que se elevan como oraciones f r a g a n t e s a m a r i l l o s c i r i o s l i t ú r g i c o s saetas dolientes, apasionadas, que brotan de l a entraña v i v a del pueblo, y s i m b o l i z a n d o el h e c h i z o de esos días, plenos de emoción, el m a r i d a j e e x q u i s i t o de la poesía y del arte. M á l a g a l a N i z a española, que tiene en su c l i m a de p r i v i l e g i o su más codiciado blasón, es, en l a a c t u a l i d a d merced a u n tenaz esfuerzo, a u n a l a b o r fecunda que t u v o su o r i g e n hace u n par de l u s t r o s el escenario er. que reviste u n a i n u s i t a d a b r i l l a n t e z l a conmemoración del d r a m a bíblico. Y, o r g u llosa y satisfecha, puede y a codearse c o n las ciudades que hasta a h o r a sobresalieron por l a suntuosidad de sus p r o c e s i o n e s- -q u e son siempre fuentes de r i q u e z a y bases firmes de espléndido t u r i s m o- pues por m u l a res acuden los forasteros a l a Perla del Mediterráneo, a l c o n j u r o del encanto inefable que i r r a d i a su g r a n d i o s a S e m a n a M a y o r A s p e c t o magnífico es el que ofrecen las vías céntricas de l a población durante los desfiles pausados, graves, solemnes, de las H e r m a n d a d e s malagueñas. A s c u a s de oro son esas calles rectas, a m p l i a s donde los cortejos procesionales adquieren u n realce y u n briílo propios de los fantásticos cortejos del O r i e n t e E n tales lugares, las cofradías hacen s u b i r de punto el entusiasmo de l a m u c h e d u m b r e que, electrizada ante aquel alarde de i u j o y de f e r v o r rompe en exclamaciones de asombro, y e n t r e c r u z a sus aplausos, sus vítores, sus saetas sollozantes, c o n l a estridente algarabía de las c o r netas y los tambores, y el l i m p i o y c l a r o repique de las c a m p a n i l l a s de plata. M a s no sólo e n el centro, también en las afueras de l a c i u d a d las C o f r a d í a s de la Semana S a n t a presentan acusado relieve. Y lo m i s m o al r e c o r r e r las callejas en sombra de los b a r r i o s típicos, que al c r u z a r os puentes sobre el G u a d a l m e d i n a que a l ceñir en abrazo piadoso l a cárcel pública p a r a l i b e r t a r a u n preso, que a l r e t o r n a r a sus iglesias, envueltas en las claridades del amanecer, esas H e r m a n d a d e s muestras f a cetas distintas, múltiples irisaciones, como las piedras preciosas. L a s perfecciones plásticas de las efigies que M á l a g a atesora es o t r o de los motivos que han dado j u s t o renombre a su Semana Santa. L a s gubias p r o d i g i o s a s de M e n a V a l d i v i e s o Z a y a s M i c h a e l O r t i z y León, en arrebatos de inspiración genial t a l l a r o n las D o l o r o s a s y los C r i s t o s que en el s i glo x v í i comenzaron a enriquecer su acervo escultórico. L a f a m a de algunas de esas imágenes traspuso mares y f r o n t e r a s las autorizados plumas de eminentes críticos deshiciéronse en alabanzas, al d e s c r i b i r l a s y propios y extraños, en progresión creciente, se r i n d e n a sus plantas, absortos en l a c o n -r: n! ariAn de su belleza Veintitrés C o f r a d í a s integrarán el c i c l o p r o c e s i o n a l del año 1930. V e i n t i t r é s C o f r a días, en las que se a u n a n las p r e r r o g a t i v a s y grandezas espirituales que poseen desda fechas remotas, con u n caudal fabuloso en enseres p a r a esos actos de culto e x t e r i o r Y son de a d m i r a r en ellas los mantos y ios palios de r i c o t e r c i o p e l o- -n e g r o verde, g r a na, a z u l- -c u a j a d o s de adornos p r i m o r o s o s los brocados, las sedas y los tisúes de plata y oro c o n que se c o n f e c c i o n a n túnicas e i n signias, y, como estrellas m a r a v i l l o s a s a c u y a p r e s e n c i a se e s f u m a n las tinieblas del d o l o r los pasos deslumbrantes, en que aparecen, rodeadas de luces y de flores, las imágenes venerandas. S u m a s considerables h a n i n v e r t i d o las C o fradías en acrecentar su boato p a r a l a exhibición que este año harán de sus m i l a g r o sos titulares. R e f o r m a s de costo e x t r a o r d i n a r i o serán mostradas a l a pública a d m i ración, que n u n c a les sirvió de cortapisa, en su noble deseo de emulación constante, n i los cuantiosos sacrificios pecuniarios n i el trabajo a b r u m a d o r que supone tamaña empresa. T o d a s y cada u n a de las H e r m a n d a d e s que y a l a b o r a n afanosamente en l a o r g a n i zación de sus procesiones, son acreedoras a l f é r v i d o elogio. C o r r o b ó r a n l o así l a del C r i s t o de l a B u e n a M u e r t e l a soberana efigie creada m á s por l a encendida fe que por las gubias de P e d r o de M e n a L a del P a s o esplendida, señorial, que tiene en su V i r g e n de l a E s p e r a n z a- -r e i n a de los p e r c h e l e s- -su más dulce tesoro. L a del C r i s t o de la S a n g r e preeminente, antigua, ilustre, conocida por l a A r c h i c o f r a d í a de la S a g r a d a L a n z a d a L a de l a V i r g e n de i a A m a r g u r a t r i n i t a r i a y m o r e n a que l l e v a en el pecho una r o s a g r a n a emblema del corazón de su b a r r i o L a de E l R i c o el N a z a r e n o que, a v i r t u d de u n a R e a l concesión, devuelve anualmente a u n preso l a l i b e r t a d perdida. L a de la E x p i r a c i ó n f l o r y 11? is de las H e r mandades malagueñas, c r i s o l en que se f u n de el áureo metal de ardientes e invencibles entusiasmos. L a del S a n t o S e p u l c r o severa, majestuosa, que une a l cúmulo de obras artísticas que ha sabido r e u n i r el ser l a ofic i a l de l a S e m a n a S a n t a L a de los Paso? en el M o n t e C a l v a r i o que al resucitar añejas devociones ha engalanado su h i s t o r i a! c o n u n nuevo t i m b r e L a de j e s ú s o r a n d o en el huerto, escultura l a más hermosa que p l a s m a r a el genio de F e r n a n d o O r t i z v la de l a Puente, f e r v o r o s a v decidida en todo tiempo, pues 110 hubo a ñ o- -a d v e r s o o favor a b l e- -q u e no se v i e r a en las calles de M á laga la pnoular i m a g e n de C r i s t o atravesando el Cedrón. C o m o las C o f r a d í a? reseñadas, cálidos encomios merecen las demás que contribuyen a! sugestivo espectáculo de los desfiles procesionales. Y son esas otras l a de la E x a l tación, fastuosa, v a r i a d a c o l o r i s t a L a de Jesús de l a M i s e r i c o r d i a tan bello, que no parece sino que lo l a b r a r o n los ángeles. L a de l a Soledad, i m a g e n sublime, abatida a? pie de l a c r u z trasunto fiel de todas las aflicciones. L a de C r i s t o en la columna. C r i s t o a l que adoran con a r d o r los castizos titanes de l a f r a g u a v del yunque. L a de la P i e d a d de creación reciente, cuyo grupo escultórico lo talló F r a n c i s c o P a l m a u n a r t i s t a de h o y que bañó su espíritu en los fulgores de l a c l á s i c a imaginería. Y dignas, al par, en todo de las hasta aquí mencionadas, l a del A m o r l a del Rescate, la de la H u m i l l a c i ó n la de la C e n a S a c r a m e n t a l la del D e s c e n d i m i e n t o D o s notas de m a r c a d a o r i g i n a l i d a d o f r e ce, empero, l a S e m a n a M a y o r de M á l a g a en l a a b i g a r r a d a policromía de sus procesiones. U n a alegre, r a d i a n t e o t r a p r o fundamente c o n m o v e d o r a E s l a p r i m e r a el hosanna que s i m b o l i z a l a C o f r a d í a de Jesús a su entrada en Jerusalén. ÍLS l a segunda la que sugiere l a d o l o r o s a soledad de la V i r g e n de los S e r v i í a s E n l a tarde del D o m i n g o de R a m o s centenares de niños ataviados a l a u s a n z a hebrea y portando olivas y palmas acompañan a l a efigie del R e d e n t o r que aparece m o n tado sobre u n a b o r r i q u i t a T o d o en l a i n f a n t i l c o m i t i v a es alado, risueño, delicioso, y, como enérgico contraste a tanta luz, la sombra melancólica de u n a procesión se i m pone por su r e c o g i m i e n t o por sus duras pen i t e n c i a s procesión l a m á s poética y h u m i l de, l a ele l a V e n e r a b l e O r d e n T e r c e r a de S i e r v o s de M a r í a S i n ostentación a l g u n a vestida de- negro, sostenida m ás p o r los corazones que por los hombros denlos ser vitas, esa i m a g e n de la M a d r e de C r i s t o i m p r e s i o n a y subyuga y hace b r o t a r las l á g r i m a s E n l a noche del V i e r n e s S a n t o r e c o r r e ias calles- -que se dej a n a obscuras p r e v i a m e n t e- y a su paso r a s g a de c o n t i n u o el a i r e los lamentos délas saetas y l a m u l t i t u d apenada, se descubre y se a r r o d i l l a C o m p e n d i o de las solemnidades sacras que tienen l u g a r en la c i u d a d del G i b r a l f a r o es l a que se celebra en la mañana del D o m i n go de Resurrección. T o c a n a g l o r i a las campanas v o c i n g l e r a s R e n a c e el júbilo, tras las pesadumbres sentidas durante el simulacro del d i v i n o sacrificio, y el cielo desplega su manto más a z u l a d o r n a d o con los oros de un que caldea el ambiente. L a muchedumbre, ávida de esponjarse en i a g r a c i a l u m i n o s a de! día, i n v a d e el cent r o de ia población. Se perciben los ecos de músicas vibrantes. L a procesión avanza. A poco, s u r g e n las filas compactas, i n t e r m i n a bles, de los nazarenos, cíe aquellos que ocuparon altos cargos en las procesiones anteriores -mayordomos, c a m p a n i i l e r o s i n s i g n i a s- m o s t r a n d o en sus respectivas vestiduras una gama de v i v a s tonalidades, que, junto a los bordados de los atributos, f u l gen cerno brasas de i n m e nsa hoguera, y al fina! de cortejo tan pintoresco, unas andas cxoinaitas de flores, una losa sepulcral p a r tida y l a imagen de Cristo resucitado. N o hay otra procesión i g u a l en toda A n dalucía. E x c l u s i v o de M á l a g a es el soberbio ctíadro, pictórico de v i s t o s i d a d y de interés, que sirve de remate a las festividades relir giosas. P o r p r i m e r a vez salió esta procesión ei año T 9 2 1 o r g a n i z a d a por l a A g r u pación de C o f r a d í a s en t e s t i m o n i o de unión fraterna! A l a o b r a a l t r u i s t a de este organismo se debe el que h a y a n cesado las desavenencias, las dificultades de toda índole que hacían p r e c a r i a y lánguida l a v i d a delas H e r m a n d a d e s y hoy, en su seno, se m i ran unas a otras enlazadas con h i l o s de sutil amor L a aureola de p o p u l a r i d a d que d i s f r u t a la A g r u p a c i ó n de C o f r a d í a s es buena prueba de ias hondas raíces que tiene en el alma de l a ciudad. L a s i e m b r a de sus iniciativas y desvelos florece en rosas de g r a t i t u d pues esta entidad benemérita luce siempre, come t r i u n f a l bandera de combate, el nombre- prec l a r o de M á l a g a JOAQUÍN M. DÍAZ SERRANO