Patrocinado Por:

Volver

Resultados de la búsqueda

Resultados para
EDICIONES POPULARES P U E Y O EL P A S T por FERNANDEZ Y Obra completa: 2 tomos. Pesetas 3,50 S U A D M I R A B L E PRESENTACIÓN L L E N A P O R C O M P L E T O E L GUSTO M A S R E F I N A D O E n la misma colección se han publicado, a 1,50 el volumen, los siguientes: PALACIO VALDES: L A H E R M A N A SAN SULPICIO PEDRO MATA: C O R A Z O N E S SIN R U M B O PÉREZ L U G I N C U R R I T O D E L A C R U Z (2 tomos) PÉREZ D E A Y A L A L U N A D E M I E L L U N A D E HIÉL DÍAZ CAÑE J A EL SOBRE E N B L A N C O EN BREVE: CIRO B A Y O LAZARILLO ESPAÑOL Otras interesantes novelas, a dos pesetas tomo. PALACIO VALDES: A CARA O CRUZ PEDRO MATA: L A RECONQUISTA F. F L O R E Z E L LADRÓN D E GLÁNDULAS A. I N S U A E L CAPITÁN M A L A C E N T E L L A Pedidos a Editorial Pueyo, Arenal, 6, üadrid. ENVÍOS A R E E M B O L S O 472 FERNANDEZ Y GONZÁLEZ EL PASTELERO DE MADRIGAC 4 9 ¡A m u e r t e de h o r c a! -e x c l a m ó M a r í a- ¡P e r o eso no puede s e r n o i m p o s i b l e vos no h a b é i s p o d i d o hacer e s o! -L a s leyes le h a n s e n t e n c i a d o- -d i j o c o n m u l a el alcalde. -N o las leyes, n o- -d i j o A b e n- S h a r i á r- m i e d o al R e y d o n F e l i p e ¡M i e d o n o lealtad, obediencia justa t i m a! U n vasallo está obligado a obedecer a so pena de traición. voz trévuestro y legisu Rejr, -E l vasallo, desde el momento en que es j u e z d e j a de ser vasallo en todo l o que corresponde a l a justicia- -dijo Aben- Shariar. -L o s Reyes hacen las l e y e s- -d i j o S a n t i l l a n a- y el mandato real es s i e m p r e u n a ley o b l i g a t o r i a u n a ley que no puede dejarse de obedecer s i n c a e r eri traición. D o n R o d r i g o estaba completamente a t u r d i d o S u h i j a le m i r a b a en silencio de u n a m a n e r a t a l que le a t e r r a b a A b e n- S t i a r i a r continuó, a cada m o m e n to m á s sombrío v m á s t e r r i b l e -D e modo q u e- -d i j o- -s i ei R e y os m a n d a sent e n c i a r a muerte a u n h o m b r e aunque vos no e n contréis en él delito que merezca la muerte, le sentenciaréis. -S i lo m a n d a el R e y si. -P u e s entonces, d o n R o d r i g o- -H i j o A b e n- S h a r i a r- no sois juez, sois v e r d u g o ¡Q u é d e c í s! -e x c l a m ó s i n t i e n d o h e r v i r su copl e r a bajo su turbación d o n R o d r i g o -D i g o l a v e r d a d- -d i j o A b e n- S h a r i a r -P u e s hay verdades que cuestan m u y caras; y tened presente que aunque p o r vuestra i n v i o l a b i l i d a d n o ptteda y o prenderos n i procesaros, m e queda s i e m p r e u n r e c u r s o el a r r o j a r o s c o m o caballero, fin mentís a l a c a r a y sostener ese mentís con l a espada, M a r í a c o n t u v o a su padre. -S f o se trata de e s o- -d i j o con d e s e s p e r a c i ó n- n i y o permitiría u n duelo entre m i padre y l a p e r s o n a q u e m e a c o m p a ñ a n i u n d u e l o serviría p a r a n a d a n o l a situación en que nos e n c o n t r a m o s es m á s g r a v e vos tembláis, p a d r e tembláis de r e m o r d i m i e n to p o r esa h o r r i b l e sentencia, que creéis i n j u s t a m á s jjue i n j u s t a c r i m i n a l) h o r r i b l e u n a sentencia gue es c l a r a que, i m b u i d o por f r a y M i g u e l de los S a n t o s de que se parecía m u c h o a l R e y d o n Sebastián de P o r t u g a l y que p o d i a p a s a r p o r él y no habría p e r s o n a que hubiese conocido a l R e y d o n Sebastián que c u a n d o le viese y hablase no creyese que él e r a el R e y p o r q u e él le instruiría, c o m o quien tanto c o n o c i ó a l R e y d o n Sebastián, y le revelaría cosas y secretos que dichos p o r él a q u i e n c o n v i n i e s e no d e j a r í a n d u d a de que e r a el R e y don S e b a s t i á n que, decidido a l fin p o r l a ambición de u n a C o r o n a se había prestad o a h a c e r todo lo que f r a y M i g u e l quería, fingiéndose ¡Rey con a l g u n o s portugueses que habían ido a v i s i tarle, y especialmente con doña A n a de A u s t r i a F r a y M i g u e l de l o s S a n t o s había confesado lo m i s m o después de haber sido puesto en el tormento, y d o n R o d r i g o de S a n t i l i a n a c r e y ó que y a bastaba c o n aquella confesión p a r a sentenciar en j u s t i c i a P e r o es necesario tener en cuenta que las confesiones a r r a n c a d a s p o r el t o r m e n t o si entonces hacían fe p o r ante los jueces, h o y no puede apreciárselas c o m o confesiones verdaderas por ante l a filosofía y l a r a z ó n E l t o r m e n t o usado como medio de d e s c u b r i r l a v e r d a d era u n a b a r b a r i e absurda, que, p o r d e s g r a c i a h a estado i m p e r a n d o m u c h o s siglos en todos l o s p a í ses, y que ha hecho m i l l o n e s de v í c t i m a s L a ú n i c a confesión que puede c o n d e n a r a G a b r i e l de E s p i n o s a c o m o i m p o s t o r es l a que se le a r r a n c ó en el t o r m e n t o y a u n así, al acabar aquella declaración, que n o hemos insertado íntegra por lo d i f u s a d i j o q u e a u n que había declarado que era h i j o de las piedras, n o h a b í a t a l cosa, que su casa y su f a m i l i a e r a n t a n a l tas c o m o las que más. Y habiéndole d i c h o S a n t i l l a n a que si tanto sentía el ser tenido p o r h o m b r e b a j o y c o m ú n si no l o e r a p o r qué no lo d e c l a r a b a d i j o P o r q u e cuando m u c h o servirá de que l a muerte sea d i f e r e n t e y de menos deshonra, y a u n eso no c r e o y q u i e r o m á s pasar esta i g n o m i n i a que d e c l a r a r m i s parientes p a r a d e s h o n r a r l o s que n i se l o debo n i se lo debe el que así me t r a t a E s t a s solas palabras destruían l a declaración, y, s i n e m b a r g o de esto, S a n t i l l a n a sentenció a m u e r t e de h o r c a a E s p i n o s a c o n p e r d i m i e n t o de bienes e i n f a m i a perpetua, etc. y e n v i ó l a sentencia a l Reyp a r a su aj roba Íón.