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A B C. J U E V E S 10 D E A B R I L DE 1930. E D I C I Ó N D E ANDALUCÍA. 1 PAG. 7 sperfluas c o m o i r al cine, t o m a r refrescos- -a ú n en p l e n o i n v i e r n o- l i m p i a r s e las botas, í u m a r u n p u r o P o r B- roachvay y las graneles A v e n i d a s que c r u z a n M a n h a t t a n suele verse, a la caída de l a tarde, cuando el flash, a g l o m e r a c i ó n o d e r r a m e de i n d i v i d u o s apresurados, d a a la c i u d a d su i n c o n f u n d i b l e fisonomía de h o r m i g u e r o h u m a n o y o b l i g a a los policemen a despertar, a empellones, a a l g u n a o v e j a abstraída y desmandada, suele verse a m u c h o s oficinistas que, c o r r e c t a m e n te vestidos, c o n u n a b r i g o flamante y u n P o n g o de diez dólares, l l e v a n s i n e m b a r s o unos calcetines rotos y caídos sobre los l i m pios y relucientes zapatos. L a m u j e r se desentiende aquí de l o que l l a m a m o s en E s p a ña l a b o r e s propias ele su s e x o y, c o m o n o h a y s e r v i d u m b r e y las casas son r e d u c i das e insanas, l a gente v i v e come y se d i v i e r t e en plena calle. D e s a y u n a en las cafeterías, a las ocho de l a m a ñ a n a p o r el sencillísimo p r o c e d i m i e n t o del selfservice, a u t o s e r v i c i o C o g e de unas mesas centrales u n a bandeja, u n a c u c h a r a vfi tenedor y u n c u c h i l l o y, c o m o los soldados en el c u a r t e l v a a buscar ¡a c o m i d a a u n m o s t r a d o r extenso, que r e c o r r e de p u n t a a punta, e l i g i e n d o comestibles, pasteles, gol o s i n a s j a m ó n ostras, leche, agua o c a f é A l final del r e c o r r i d o está l a máquina r e g i s t r a d o r a donde le e n t r e g a n u n ticket c o n el precio de todos los artículos que l l e v a e n l a bandeja. C o n el ticket, se presenta el h o m b r e en l a c a j a paga, y se marcha, -l a b a n d e j a en ambas m a n o s a buscar mesa. T o m a asiento, come, y a l a calle. E n todas estas operaciones h a i n v e r t i d o menos de u n c u a r to de h o r a E l s e r v i c i o automático en los restaurantes de N u e v a Y o r k p e r m i t e a los empleados de ambos sexos no m a l g a s t a r su t i e m p o en cosa tan l i v i a n a aunque i n e l u d i ble, c o m o es l a c o m i d a Después del d e s a y u no, el n e o y o r q u i n o se l i m p i a los zapatos, se c o m p r a u n p u r o se provee de g o m a p a r a m a s c a r y a l a oficina. T o d o en menos míe se cuenta. P o r cualquier calle, y en cualquier t r e c h o t r o p i e z a u n o con las tiendas o tenderetes de l l a m a t i v o s c o l o r i n e s que el c i u d a d a no de N u e v a Y o r k necesita n a r a s u b s t i t u i r e n menos de u n c u a r t o de h o r a todas las c o m o d i d a d e s que en E u r o p a están agrupadas en el h o g a r S i vuestros zapatos r e q u i e r e n unas m e d i a s suelas, en c i n c o m i n u t o s m i e n t r a s f u m á i s u n p u r o o leéis las n o t i c i a s financieras del Times, repantigados en u n a especie de c o n f e s o n a r i o que os oculta pies y- jiiernas, en c i n c o m i n u t o s tendréis r e m e n dados y lustrados, c o m o nuevos, vuestros miserables zapatos. P e r o a menudo se v e al n e o y o r q u i n o c a z u ñ a n d o por B r o a d w a y c o n u n siete, y a u n v a r i o s sobre el poderoso c a l c a ñ a l S o l o o con a m i g o s O dando el b r a z o a l a n o v i a o a la esposa. N o se h a i n v e n t a d o en esto de los calcetines l a mecánica que s u b s t i t u y a al z u r c i d o de u n a a g u j a f e m e n i n a 5 casera. Europea. L a v i d a aparece aquí u n i f o r m a d a standardizada sobre el t i p o mesocrático del e m pleado y l a empleada. M e s o c r á t i c o somát i c o y cinematográfico. D e c u l t u r a y s e n s i b i l i d a d mostrencas. N u e v a Y o r k es u n a de las capitales d o n d e m á s l i b r o s se p u b l i c a n pero, c o m o m e a d m i r a r a v o del p r e c i o c a i inasequible, de los t r e s v o l ú m e n e s que b r i l l a escogido en B r e n t a n o- -o c h o diez y doce dólares- pregunté a un empicado: ¿E s posible que en los E s t a d o s U n i d o s se gaste l a gente tanto d i n e r o en l i b r o s? -E s t o s l i b r o s- -m e d i j o- -n o los c o m p r a más que l a gente r i c a (A c a s o me tomaba p o r u n m i l l o n a r i o de E u r o p a a r b i t r a r i o y tóflie roso, tocado de la fnne ta manía l i t e r a T í a O por u n coleccionista de l u i r o s caros. -E n t o n c e s- -l e d i j e- -l o s l i b r o s cuestan aquí m u c h o p o r q u e se venden poco. ¿N o se v e n d e r í a n m á s s i costaran m e n o s? c E l público debe leer diariamente nuestra sección de anuncios p o r palabras clasificados en secciones. E n ellos encontrará constantemente asuntos que pueden interesarle -D e n i n g ú n modo. S o n l i b r o s p a r a r i c o s -Y ¿c u á l e s son l o s l i b r o s p a r a p o b r e s? -i A h! L o s pobres son los que m á s leen. Y sus l i b r o s se agotan en seguida, pero se v e n d e n m u y barato. P o r l o g e n e r a l novelas sacadas de películas, o de donde se h a n sacado películas. E v r e i n o f h a e x a m i n a d o sagazmente, en u n l i b r o que l l a m a El teatro en la vida, las subst a n c i a s teatrales del h o m b r e y h a demostrado que h a y más teatralidad en l a v i d a que en el teatro. P a r a conocer a l o s n o r t e americanos habría que r e s o l v e r p r i m e r o este p r o b l e m a ¿D ó n d e h a y más c i n e m a t ó g r a f o en las películas o en l a v i d a y a n q u i? ¿E s l a película p r o d u c t o de l a v i d a o l a v i d a p r o ducto de l a p e l í c u l a? P r o b l e m a que en N u e v a Y o r k parece i n s o l u b l e Luis C A L V O N u e v a Y o r k m a r z o 1930. NUEVAS IDEAS The Open Door L a organización T h e O p e n D o o r (L a P u e r ta A b i e r t a) asocia a m u j e r e s de todos l o s países que r e i v i n d i c a n algo m u y e x t r a o r d i n a r i o no deber nada a los h o m b r e s L a m u j e r- -d i c e n- -h a de ser i g u a l a l h o m bre, pero sin que el h o m b r e se lo conceda Preferimos- -añaden- -nuestra situación presente a cualquier o t r a ventajosa que ellos nos o t o r g u e n E n f e c h a todavía reciente reuniéronse las afiliadas de T h e O p e n D o o r en S u p r i m e r cuidado fué p r o h i b i r a los hombres l a e n t r a d a a l l u g a r de sus deliberaciones y e x i g i e r o n que l a P r e n sa e s t u v i e r a representada p o r mujeres, a fin de evitar que las críticas o los estímulos que de ella p u d i e r a n r e c i b i r fuesen de p r o cedencia m a s c u l i n a L a s protestas m á s e x a l tadas de L a P u e r t a A b i e r t a h a n sido c o n t r a las leyes, reglamentaciones o medidas a d m i n i s t r a t i v a s p a r a protección de l a m u j e r -P o r que, según ellas, protección i m p l i c a sometimiento, y el sometimiento c o n f i r m a l a posición superior d e l hombre. ¡N a d a que p a rezca concesión y menos g a l a n t e r í a! L a m u jer es i g u a l a l h o m b r e y esta i g u a l d a d se n i e g a desde el momento en que el h o m b r e cede p o r p r o p i a v o l u n t a d L a m u j e r obtendrá los cargos d i r e c t i v o s en el g o b i e r n o de los pueblos y u n asiento en el tranvía, no porque lo q u i e r a el sexo m a s c u l i n o sino c o n t r a v a pesar de él. Se niega en absol u t o l a d e b i l i d a d de E v a E v a se siente t a n fuerte y t a n d e c i d i d a como A d á n para d i s putarle el m e j o r s i t i o en el P a r a í s o N o se trata, pues, de u n a colaboración en l a que las dos partes de l a H u m a n i d a d se completen y a y u d e n mutuamente, s i n o de u n a g u e r r a p o r l a supremacía. P o r q u e l a supremacía, si hemos de creer a T h e O p e n D o o r l a e j e r c i e r o n siempre los h o m b r e s y a h o r a hab- da de pasar a las mujeres. P e r o ¿es cierto? ¿N o es m á s b i e n aparente que real l a dominación m a s c u l i n a? E n todas las épocas y en todos los pueblos el h o m bre no h i z o lo que él quería, sino lo que quiso l a m u j e r A c a s o no su m u j e r sino l a m u i c r de otro, o la n i u i e r de todos, o l a m u j e r de nadie, pero l a m u j e r en fin de cuentas. A h o r a b i e n l a m u j e r mandó p o r arte oculto, h i z o de m a n e r a que el h o m b r e se c r e y e r a v e r d a d e r o a u t o r de sus obras c u a n do en r e a l i d a d sólo fué editor r e s p o n s a ble. L a s m i e m b r a s (hagamos el f e m e n i n o de este substantivo p a r a n o h e r i r su susc e p t i b i l i d a d) las m i e m b r a s d i g o ele T h e O p e n D o o r (lesean poner u n t é r m i n o a esa acción e n c u b i e r t a de su s e x o q u i e r e n m a n d a r c o m o siempre m a n d a r o n y que se sepa que m a n d a n porque s u m a n d a t o sea b i e n ostensible. ¡L a s cosas claras! ¿C u á l será o puede ser l a a c t i t u d que adopte el h o m b r e? C o n v e n g a m o s en que su situación es m u y difícil. S i d e c l a r a que está j u s t i f i c a d a l a tesis ele T h e O p e n D o o r cor r e el r i e s g o de sus i r a s y a epie las socias r e c h a z a n cuanto pueda parecer o t o r g a m i e n t o N i s i q u i e r a le es dado a l a b a r esta n u e v a a c t i t u d de f r a n c a a s p i r a c i ó n a l poder de más leal y noble que a q u e l l a o t r a de d o m i n i o oculto. T h e O p e n D o o r prefiere l a r e sistencia del h o m b r e P e r o si r e s i s t i m o s si nos oponemos, ¿n o p o d r á i n t e r p r e t a r l o c o m o u n a concesión de n u e s t r a parte a su deseo? L o fínico claro h a s t a este instante es que las afiliadas a T h e O p e n D o o r n o q u i e r e n n a d a de los h o m b r e s n i bueno n i m a l o S i Íes l l e v a m o s l a c o n t r a r i a se i n d i g n a r á n p o r creer que o b r a m o s p a r a d a r l e guste) y, si Íes d a m o s l a razón, nos l a t i r a r á n a l a cabez a E n r e a l i d a d no es n u e v a l a c u e s t i ó n de m e m o r i a de h o m b r e s s i e m p r e fué así. Cotí l a m u j e r no se sabe n u n c a c u á n d o se a c i e r t a y menos cuándo se le d a gusto o disgusto. P o r eso consielero i m p o s i b l e l a r e i v i n d i c a c i ó n de T h e O p e n D o o r Y no porque los h o m b r e s l a h a g a n i r r e a l i z a b l e sino porque las m u j e r e s no se d e c l a r a r á n satisfechas n u n ca. S i l o g r a n l a s u p r e m a c í a d i r á n que se la. c e d i m o s en c o n s i d e r a c i ó n a s u condición de m u j e r y, si n o l a a l c a n z a n ¡habrá e; ue oírlas! S i j u z g a m o s el p r o b l e m a p o r el número de socias de T h e O p e n D o o r podríamos c o n c l u i r que no e n c i e r r a g r a v e d a d C o m e t e r í a m o s u n e r r o r el espíritu de L a P u e r t a A b i e r t a es común a todas las mujeres- C u a n do l a tienen c e r r a d a p i d e n s a l i r y c u a n d o está de p a r en par, r e c l a m a n las siete llaves. Y t o d a v í a no podemos a s e g u r a r que q u i e r a n s a l i r o quedarse en casa. N a t u r a l m e n t e 110 por defecto de d e c l a r a c i ó n e x p r e s i v a de ellas, sino por defecto de comprensión d e ellos. U n hecho reciente r e g i s t r a d o en P a r í s v i e n e a d e m o s t r a r l a t o r p e z a del h o m b r e p a r a entender a l a m u j e r S u p o n í a m o s n o s otros que el f e m i n i s m o e r a m a s c u l i n i s m o es decir, que l a m u j e r quería b o r r a r todas las p a r t i c u l a r i d a d e s a f i r m a t i v a s de l a d i f e r e n c i a entre los dos sexos. V i é n d o l a s ejercer nuestros oficios y c a r r e r a s e j e r c i t a r nuestros deportes más v i o l e n t o s y adoptar n u e s t r a v e s t i m e n t a s u p u s i m o s epie r e n u n c i a b a n a su g r a c i a a su delicadeza, a su coquetería, a todos los signos e x t e r i o r e s de f e m i n i d a d T o d a v í a f u i m o s m á s a v e n t u r a d o s en nuestras s u p o s i c i o n e s creímos que, si le l u c r a dado, l a m u j e r a v i a d o r a b o x e a d o r a a b o g a da, d o c t o r a en C i e n c i a s políticas y e c o n ó m i cas, chauffeuse, llegaría a m o d i f i c a r su c o n t e x t u r a física para poner a l S u p r e m o H a c e dor en el t e r r i b l e aprieto ele no saber c u á n do salía de sus moldes u n c h i c o o una c h c a P u e s b i e n la decisión de l a S o c i e d a d M u j e res deportistas de F r a n c i a e x p u l s a n d o a u n a c o l e g a p o r haberse hecho a m p u t a r los senos, i n d i s c u t i b l e a t r i b u t o de f e m i n i d a d no c o i n cide con n u e s t r a suposicién- Resulta que las m u j e r e s no querían ser t a n h o m b r e s c o m o parecía. ¡A s i hemos estado expuestos a c o meter g r a v í s i m a s f a l t a s! Y seguimos s i n saber a qué atenernos. Cerno nos c o m p o r taremos con una socia de T h e O p e n D o o r d e s p r o v i s t a ríe todo s i g n o de f e m i n i d a d? ¿Intentaremos flirtear u observaremos l a m i s m a conducta de u n h o m b r e n o r m a l p a r a con o t r o? ¿C u á n d o quiere u n a socia de L a P u e r t a A b i e r t a t r a t o de m u j e r y cuándo t r a t o opuesto? L a v e s t i m e n t a n i el ademán,