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A B C MIÉRCOLES 30 D E D I C I E M B R E D E 1931. EDICIÓN D E ANDALUCÍA. P A G 14. b i e r a despistado, y o a s o m a r í a l a c a b e z a y diría c o n v o z a n i ñ a d a ¡C u- c ú! A q u í en las calles de V i e n a estrechas y. r e t o r c i d a s c o n v i e j o s edificios negros, desde cuyas ventanas y tejados se a b o c a n as c a r á t u l a s d i s f o r m e s de g á r g o l a s y e n d r i a g o s n o debe de p r o d u c i r tanto p l a c e r ser perseguido por los atracadores. N o s parecería que las calles se c e r r a b a n p a r a a t a j a r n o s y que los m o n s t r u o s de p i e d r a i n d i c a b a n a i ladrón, c o n gestos t o r v o s el p o r t a l d o n d e nos h a b í a m o s r e f u g i a d o S e r í a una v i s i ó n de p e s a d i l l a m á s espantosa q u e las que p o b l a b a n nuestros sueños i n f a n t i l e s t r a s el r e lato de u n a h a z a ñ a del Zapaterín. P o r eso, s i n d u d a aquí no h a y Zapaterines. H a y algún ladronzuelo insignificante y bondadoso c o m o este a q u i e n se d i r i g e el a n u n c i o que acabo de leer. P e r f e c t a m e n t e m i h o n o r a b l e a m i g o y a que u s t e d insiste le h a b l a r é d e l o s h o n r a d o s l a d r o n e s de V i e n a E s t e e r a u n l a d r ó n que h a b í a e n t r a d o p o r una ventana abierta y se. había llevado unos objetos de p l a t a D e b i ó de o c u r r i r a y e r t a r de m i e n t r a s l a s e ñ o r a de l a c a s a estaba e n e! Kino o en el dancing, y h o y a p a r e c e en el periódico el s i g u i e n t e a n u n c i o S e s u p l i c a c o n e n c a r e c i m i e n t o a l señor que se l l e v ó a y e r distraídamente los c u b i e r t o s y l a s bandejas de p l a t a de u n a c a s a s i t u a d a en l a S e i d e n g a r se l o s d e v u e l v a c o n l o que h a r á u n a o b r a p i a d o s a pues e v i t a r á u n d i v o r c i o y l a r u i n a de u n h o g a r s i n p e r d e r g r a n cosa, porque l a p l a t a l i a b a j a d o m u c h o M i m a r i d o que está en v i a j e de n e g o c i o s n o q u e r r á c r e e r l o d e l r o b o y p e n s a r á que los h e v e n d i d o c o m o el a ñ o ú l t i m o p a r a i r a V e s l a u I n d u d a b l e m e n t e este a n u n c i o p u b l i c a d o en u n p e r i ó d i c o m a d r i l e ñ o n o s h a r í a s o n reír, p e r o p n V i e n a es o t r a cosa, y l a s e ñ o r a que l o m a n d ó í n s e r t a r c o n o c e e l c o r a z ó n t r a d i c i o n a l m e n t e bóOTádbsó -de los l a d r o n e s vieneses, y a alabados p o r n u e s t r o P e r o T a f u r en sus Andoneas e viajes. P e r o T á f u r v e n i a desde P o l o n i a allá p o r el a ñ o de N u e s t r o S e ñ o r de. 1435, Y P jeimo a V i e n a s é t o p ó c o n- dos caballeros que pretendían a r r e b a t a r l e l a bolsa, lo que el castellano evitó c o r r i e n d o m á s que ellos. A T a noche se e n c o n t r ó en u n b o d e g ó n de l a c i u d a d c o n sus a t r a c a d o r e s y les r e p r o c h ó sus p r o c e d i m i e n t o s de t r a b a j o E pregunté como avia seydo aquello; é dixi cron que eran fidalgos pqbres, e que de aquello se mantenían; e dixe que también era yo fidalgo e pobre e extrangero, e que lo había también menester como ellos; elios me respondieron que pues ansi era que los perdonase e que ellos querían ir á buscar para ellos e para mi... ro DICIEMBRE, MES PANTAGRUÉLICO E n F r a n c i a p a r a í s o d e l g a s t r ó n o m o el mes de d i c i e m b r e es el de las d e l i c i a s s u p r e m a s L a s m e j o r e s ostras, las p u l a r d a s m á s l u b r i f i c a d a s los pescados c o n m á s r e g u s t o de t e m p o r a l l a c a z a b i e n t r a s n o c h a da al fresco... P e r o d i c i e m b r e es aquí u n m e s t r i s t e A b u n d a n c i a casi s i e m p r e e n el s i t i o de l a calidad. E l p a v o tiene d e m a s i a d a estepa y e x c e s i c a c a r r e t e r a en los m ú s c u l o s L o s m a t e r i a l e s de c o n s t r u c c i ó n que nos e n v í a A l i c a n t e entre obleas, a c o m p a ñ a d o s de b a l i n e s blancos, parecen p r e p a r a d o s espec i a l m e n t e p a r a las p e r f o r a c i o n e s de intestino. N o se llega al c u e r p o de l a a n g u i l a de m a z a p á n s i n a t r a v e s a r u n a j u n g l e de yeso m á s o menos S t u a r t c o m o si en l u g a r de c o m e r t r a t á r a s e de v i s i t a r u n a casa e n obra. N u e s t r a única cosa s e r i a estos d í a s es e l besugo. E l besugo, que abre g e n e r o s a mente su pecho p a r a o f r e c e r n o s todo el o c é a n o y su d o r a d o c o r a z ó n de a j o desde l a parrilla. ¡Hacia 1830, s i n e m b a r g o F r a n c i a se enorgullecía tanto de l a d e l i c a d e z a de sus gourmets c o m o d e sus gourmets potentes. E l p a n t a g r u e l i s m o era también allí, entonces, u n t i m b r e de g l o r i a P a r í s r e g i s t r a b a e n a q u e l l a época l a s m a r c a s de sus h o m b r e s m á s i l u s t r e s estimulándoles de c o n t i n u o a m e j o r a r sus records en l a olimpíada del m a n t e l y B a l z a c distanciábase c l a r a m e n t e de sus c o n t e m p o ráneos en c a p a c i d a d de a b s o r c i ó n E l egregio novelista- -se ha e s c r i t o- -t r a taba de i m p e d i r s i e m p r e que los platos y las fuentes v o l v i e r a n a l a c o c i n a c o n a l g o que p u d i e r a v e l a r su b l a n c u r a o r i g i n a r i a E r a p a r t i d a r i o B a l z a c de l a a l q u i m i a de. V e r i en, cuyo r e s t a u r a n t e se le s e r v í a c o n u n a p r o d i g a l i d a d magnífica. H e aquí, p o r l o v i s t o u n a cena n o r m a l d e l autor de Eugenie Grandet: C i e n ostras de O s t e n d e D o c e chuletas de c a r n e r o U n pato g u i s a d o c o n nabos. D o s perdices asadas. Ú n l e n g u a d o de N o r mandía... S i n c o n t a r los f u e r a de o b r a o b l i g a d o s los vinos y los licores. B a l z a c debía sentirse m á s c e r c a de E n r i q u e I V que de B r i l l a t S a v a r i n que y a había escrito p a r a entonces su f a m o s o poem a de las digestiones. E n el M u s e o d e l Q u a i d Qr. say, hay tres gruesos v o l ú m e n e s t i t u l a d o s O ó n j u h t o de menus de iS od ígóú. L o s b a n q u e t e s d i p l o m á t i c o s de m á s a i t a estirpe h a n s i d o en t o d o m o m e n t o los d e l Q u a i d O r s a y L a d i p l o m a c i a h a ido s i e m pre a l i a d a a Ta c o c i n a y a l a bodega, porque nadie i g n o r a que todo puede l u b r i f i c a r s e en torno a un mantel. Sólo sabemos de u n a b r a z o que se h a y a dado a s i l l a de c a b a l l o y fué el de V e r g a r a C a s i siempre, el a b r a s o se d a a s i l l a de c o m e d o r Y a ú n cabe pensar que E s p a r t e r o y M a r o t o se e n l a z a r o n f r a t e r n a l m e n t e ante sus tropas después de haber c a m b i a d o en l a i n t i m i d a d a l g u n a s s u c u l e n c i a s éstas debieTOII darles l u e g o aquel continente c o r d i a l en el espectáculo ecuestre. N a p o l e ó n que era m u y s o b r i o v i a j a b a s i e m p r e c o n su g r a n c o c i n e r o L o destinaba a sus enemigos, y tenía en 1 m á s fe que en l a s balas. L o s t i r o s al vientre, suelen ser m o r tales. E n ese Conjunto de menus de iS ¡o a ipqo aparece a l g o que p r u e b a t a m b i é n l a i m p o r t a n c i a que F r a n c i a h a dado n o pocas veces a l o g a r g a n t u e s c o H a y en l a colección u n menú que el 18 dé enero de 1860 se o f r e c i ó a u n príncipe r u s o éste comprometióse a d e v o r a r l a parte de c i n c o personas. E l menú que s i g u e Turbot sauce crevette. Selle de chcvreuil. Sauce Carcmbart. Poiüarde a l estragon. Cote d agncau aux pointcs d a sperge s. Punch a la romaine. Bécasses en sal inis au foie gras. Charlotte aux pommas. Nappée de confituras á la Dorothée. E n 1860, u n p r i n c i p e r u s o come, ese menú X 5- E n 1931, u n príncipe r u s o come de m i l a g r o D i c i e m b r e S e t r a t a entre n o s o t r o s d e v o r a r cantidades e x t r a o r d i n a r i a s en a f á n p a n t a g r u é l i c o se t r a t a de l a s t r a r el t ó m a g o c o m o se, l a s t r a l a bodega de buque. de un esun L o s u l t r a m a r i n o s centellean estos días c o n sus h o j a s de estaño, c o n sus cestas de r e g a l o c o n t o d a l a j a r d i n e r í a di papel de c o l o res de estos b e l e n e s a l i m e n t i c i o s Y se a c u e r d a u n o c o n emoción de a q u e l l a pobre t o r t i l l a s o l a en l a v i d r i e r a de u n a p o bre t a b e r n a de u n a pobre c a p i t a l de p r o v i n c i a L a v i m o s en u n v i a j e E l l a se o f r e c í a allí, en aquel acuarium d e l comistraje, con un letrero clavado con u n p a l i l l o É l l e t r e r o decía: V e n d i d a J. MIQUELARENA ABC EN VJENA Ahora, yno de. ladrones- -N o a m i g o m í o p e r m í t a m e usted que n o le c o m p l a z c a Y o no le podría c o n t a r n a d a r e f e r e n t e a ladrones; p o r q u e en V i e n a n o los h a y ¡E n fin, no los h a y E s t o es u n a afirmación t a l vez e x a g e r a d a en t o das partes h a y l a d r o n e s y todos l o s o m o s u n p o q u i t o usted, y o c u a l q u i e r a M e r e fiero ú n i c a m e n t e a los que se quedan c o n e í d i n e r o del p r ó j i m o c o n t r a su v o l u n t a d y con violencia. T a m p o c o l o s h a y en los hoteles, e n l o s restaurantes n i e n los c o m e r c i o s S e c o m e casi de balde y se c o m p r a n objetos p r e c i o sos p o r u n a m i s e r i a L o s t i e m p o s s o n m a los y los v e n d e d o r e s se d e j a n r o b a r u n p o q u i t o p a r a poder v e n d e r a l g o Y o m i s m o acabo de a r r e b a t a r l e a u n a n t i c u a r i o u n i c o no ruso precioso por un número insignificante de c h e l i n e s y a le decía a usted que todos, m á s o m e n o s S i n e m b a r g o c o m p r e n d o que m i s a p t i t u d e s s o n m u y l i m i t a das y que n o puedo c o d e a r m e c o n l a gente de oficio. P o r eso t a l v e z no c o n o z c o a los l a d r o n e s v i e n e s e s c o m o t a m p o c o t r a t o a los de los demás p a í s e s t e n g o u n a idea m u y v a g a de lo que debe de ser u n ladrón. E n m i i n f a n c i a oía h a b l a r c o n t i n u a m e n t e de u n o que tenía a t e r r o r i z a d a l a c o m a r c a S e l l a m a b a el Zapaterín y p e r s e g u í a p o r los c a m i n o s v p o r l o s c a m p o s a los d e s g r a c i a d o s que se a v e n t u r a b a n de n o c h e A u n q u e entonces estos relatos me h a c í a n h u n d i r l a c a b e z a b a j o l a a l m o h a d a a h o r a a l r e c o r d a r l o s sonrío con a ñ o r a n z a de los c a m p o s m u r c i a n o s d o n de es u n placer, h a s t a ser acosado p o r u n bandido. C o r r e r í a m o s entre los n a r a n j a l e s y o l i v o s y me ocultaría t r a s el t r o n c o de u n a p a l m e r a m i e n t r a s el t r i n o de los r u i señores a c o m p a ñ a b a a l canto q u e j u m b r o s o del S e g u r a C u a n d o el a m i g o l a d r ó n se h u- H e aquí u n r a s g o que r e t r a t a a u n a clase, y y o estoy s e g u r o que l a a p u r a d a s e ñ o r a t e n d r á su p l a t a antes de que v u e l v a el m a r i d o E s u n a lástima, p a r a ella, que se h a y a v i s to o b l i g a d a a señalar el s i t i o del suceso, p o r que es m u y posible que s i l o h u b i e r a p o d i d o d e j a r en d u d a c o m o en u n a g r a n c i u d a d o c u r r i r í a n h e c h o s parecidos y simultáneos, siendo posiblemente v a r i o s los c a b a l l e r o s l a drones c o n m o v i d o s p o r e l a n u n c i o a su v u e l ta de v i a j e podría v e r el esposo c ó m o l a señ o r a n o sólo no había v e n d i d o l a p l a t a seg ú n c o s t u m b r e s i n o que h a b í a r e c u p e r a d o l a d e s a p a r e c i d a en a ñ o s a n t e r i o r e s -E s t a- e s a m i g o mío, una conmovedora h i s t o r i a de l a d r o n e s- -a f i r m ó el h o n o r a b l e J o e H a r r i s o n después de v e r t e r uña l á g r i m a en el l i q u i d o d o r a d o de su c u a r t o whiski- M e a g r a d a r í a c o n o c e r el final de e l l o t a l v e z si f u e r a g r a t o c o m o l o espero, m e decidiré á m o n t a r u n a pequeña i n d u s t r i a m a n d a r í a i n s e r t a r cada tres o c u a t r o d í a s u n a n u n c i o p l a ñ i d e r o de este t e n o r C a b a l l e r o menesteroso, a q u i e n le h a n q u i t a d o e l r e l o j de o r o e n u n t r a n v í a N o no m a h a n q u i t a d o n i n g ú n r e l o j de o r o P e r o quién sr. be si ese m i s m o d í a E n fin, es cuestión de m a d u r a r l o detenidamente. MARIANO T O M A S