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UN ENEMIGO N LA SOMBRA El dubbing E n el m u n d o i? J c i n e m a t ó g r a f o se h a i n troducido u n polizón. U n polizón insospec h a d o a m o r f o m á s t e m i b l e que u n a n u e v a G a r b o o u n r e d i v i v o V a l e n t i n o e l dubbing. L a a l a r m a h a c u n d i d o entre l a s filas, y c o m o e n l o s casos de m i e d o i n s u p e r a b l e se e s g r i m e n todos l o s m e d i o s de defensa, l e g í t i m o s o n o legítimos. É l p e l i g r o s i n d u d a es s e r i o S u s o m b r a se extiende y ennegrece el h o r i z o n t e de este m o d e r n o E k l o r a d o a l que de todas p a r tes venían a c u d i e n d o legiones de e s p e r a n zados. E s h u m a n o que éstos se quejen y protesten, p e r o el caso debe c o n s i d e r a r s e o b j e t i v a m e n t e s i n duelo de intereses m a l t r e c h o s y solamente en f u n c i ó n de arte. E n arte h a y que ser l i b r e c a m b i s t a N o son a d m i s i b l e s f r o n t e r a s p a r a l o que h a de t r a e r n o s u n a v i s i ó n n u e v a u n a b e l l a emoción estética. ¿S u p o n e el dubbing progreso, perfeccion a m i e n t o en l a m a r c h a d e l cinc? ¿E s sólo u n m a l m e n o r? E s u n a claudicación c o n v i s t a s p u r a m e n t e e c o n ó m i c a s? A cáela, u n a de estas p r e g u n t a s puede contestarse a f i r m a t i v a mente. E l dubbing, b i e n r e a l i z a d o es u n a substitución t a n perfecta de l a p r o p i a v o z que de a l g u n a s r e p r e s e n t a c i o n e s y o h e s a l i d o- -y c o m o y o o t r o s m u c h o s- -d i s c u t i e n d o del i d i o m a empleado p o r e l a c t o r N o puede, p o r c o n s i g u i e n t e ponerse a discusión l a t é c n i ca. ¿T r á t a s e entonces de v e r a c i d a d? ¿E s ésta u n a condición que pueda parecer f u n d a m e n t a l en u n t e r r e n o donde casi todo es simulacro, truco, efectismo, h a b i l i d a d? ¿A c a so s o n auténticos los l u g a r e s habitables las construcciones, sinceras las expresiones ens a y a d a s a saciedad, reales l a s c a t á s t r o f e s v e r d a d e r o s l o s m u e r t o s? ¿P o r qué, si se t i e n e p o r l i c i t o el doble e n c a r n e y hueso p a r a s i t u a c i o n e s c o m p l i c a d a s h a de r e c h a z a r s e e l dubbing, p u d i e n d o l a substitución v e r b a l p a sar tan desapercibida como l a corporal? Y a u n e n e l caso de ser deficiente, ¿n o es p r e f e r i b l e u n dubbing i m p e r f e c t o a l a s u plantación de u n a r t i s t a d a p r i m e r o r d e n? P o n g a m o s e l e j e m p l o de X 2 7- -F a t a l i d a d- -c o n s u m e d i a n a adaptación a l f r a n c é s ¿C u á n t o s n o o p t a r á n p o r este m a l m e n o r c o n t a l de n o r e n u n c i a r a l a p r e s e n c i a de M a r lene D i e t r i c h? G u a r d e m o s n u e s t r o veto p a r a o t r o s e r r o res Primero. I m p o s i c i ó n de l a vedette p o r el m e r o hecho de serlo, es d e c i r filón e x p l o t a ble, espejuelo p a r a l a plebe, que c u e n t a p e r 1 é x i t o c i e n fracasas, ¡vcc. pcú h e c h a de C b a p l i n uc hasta l a f e c h a n u n c a n o s defraudó. Q u e aquí el dubbing n o se h a g a cómplice cic u n a e x p o r t a c i ó n indescada. Segundo. A p l i c a c i ó n d e s c u i d a d a del p r o cedimiento. D e l ingle? al francés y a l alemán liemos presenciado pruebas c o n c l u y e n tes. N o puedo d e c i r o t r o tanto de las escasas e x p e r i e n c i a s que he v i s t o r e a l i z a d a s en i t a l i a n o y en español. E l público en este caso tiene derecho a protestar, pues t a n r i d i c u l o s y molestos r e s u l t a n unos l a b i o s que parecen c o r r e r d e s p a v o r i d o s t r a s u n a s silabas en f u g a c o m o todo u n jihn hablado c o n acento de allende el A t l á n t i c o Q u e d a u n ú l t i m o a r g u m e n t o el que deb i e r a ser p i e d r a a n g u l a r p e r o que, p o r desg r a c i a sólo c o n s t i t u y e u n a e x c e p c i ó n la versión que supera a l o r i g i n a l E x i s t e A h í está L o pera de quat sous, de P a b s t i n f i n i tamente m á s a t r a c t i v a m á s m o v i d a m á s d r a mática en la interpretación f r a n c e s a que e n l a o r i g i n a l a l e m a n a S i aquí el dubbing h u- biese i n t e r v e n i d o n o s hubiese escamoteado u n bello espectáculo. ¿P e r o puede este e j e m p l o s e r v i r de base a los que c l a m a n i n sinuando expoliaciones? M u y sensible es que se p r o d u z c a u n p a r o en l a gente de cine. S i n e m b a r g o ¡h a y q u e hacer a b s t r a c c i ó n de p e r s o n a s! S i e m p r e que el dubbing puesto a l s e r v i c i o de unos a c t o res de v a l i a c o n t r i b u y a a d a r l o s a c o n o c e r m á s allá de sus f r o n t e r a s s a l v a n d o e l escollo de u n a substitución d e a r t i s t a s n o hay d e r e c h o a r e c h a z a r l o L a s películas hechas en c u a t r o c i n c o i d i o mas resultan d e m a s i a d o costosas. E s l ó g i c o que se h a y a b u s c a d a el m e d i o de a h o r r a r s e personal. H o l l y w o o d J o i n v i l l e c i e r r a n sus estudios a l a p r o d u c c i ó n española. P e r o es que n u e s t r o s a r t i s t a s están únicamente destinados a l a emigración? ¿O a l p l a g i o? ¿N o puede E s p a ñ a c o n s t r u i r p a r a ellos estudios, p r o p o r c i o n a r l e s escenarios? ¡O h o r g u l l o s o J u a n E s p a ñ o l que a h o r a l l o r a p o r q u e se n i e g a n a d a r l e u n a l i m o s n a c u a n d o a m a ñ o a l i m e n t a b a a l m u n d o c o n sus m i g a j a s i K s p a ñ a t i e r r a d e l s o l hecha p a r a predilección de cineastas, deja i m p r o d u c t i v o s sus tesoros de l u z y de h i s t o r i a e l i n i m i t a ble c a r á c t e r de s u r a z a y de s u s u e l o ¿N o habrá l l e g a d o y a l a h o r a de las o b r a s y dejarse de l a m e n t a c i o n e s? ¿A qué h a b l a r de prohibición donde n o existe l a i n d u s t r i a? A q u í hace f a l t a u n hombre de cinc. H a c e f a l t a crear, t i e m p o será luego de o c u p a r n o s de A d u a n a s E l arte se defiende solo, y el d í a que nuest r a producción m e r e z c a l a atención d e l p ú b l i c o el dubbing a n u e s t r a vez h a r á de nuest r o s actores p o l i g l o t a s i m p r o v i s a d o s y l a n z a r á nuestras obras a l o s c u a t r o puntos c a r dinales. FRANCISCO P a r í s a b r i l 1932. MARROQUIN APA EN ONDA LARCA NO COMPRE UN RECEPTOR QUE NO SIRVA PARA ONDA LARGA La potentísima emisora que se instalará en Madrid, tendrá una longitud de onda de 1395 m. Daventry, Radio- París, Zeesén, Torre Eiffel, Moscú, Oslo, Kowno, Kónigwusterhausen, etc. las emisoras europeas más potentes e importantes son de Philips, siempre a la vanguardia de la producción, ha solucionado de antemano él problema para usted. Todos los receptores Philips, desde el popular PENTODINO hasta el selectivo onda larga. SUPERINDUCTINO están construidos para onda larga y onda corta. 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