Patrocinado Por:

Volver

Resultados de la búsqueda

Resultados para
plARIO ILUSTRAVI G E- DIARIO DO. ILUSTRAVIGB- DO. AÑO AÑO S I M O N O V E IHÓ 10 C T S N U M E R O SIMONOVENQ 10 C T S N U M E R O F U N D A D O E L i. D E J U N I O D E 1905 POR D. T O R C U A T O L U C A D E T E N A PALABRAS A L VIENTO Decadencia de Ja cortesía- A l g u i e n h a d i c h o que l a cortesía es l o últ i m o que perdemos. Se puede v e n i r a menos en posición social y e n t r a r en las a n g u s t i a s de l a necesidad p e r e n t o r i a s i n haber a b d i c a d o l a distinción de los modales. E s p o s i ble, en suma, v i v i r en l a p o b r e z a y c o n d u c i r s e c o m o u n señor. A veces esa elegancia q u e se resiste a desaparecer, y que y a no está en nuestro a t a v í o p e r s o n a l permanece e n nuestras relaciones con los- demás, i n f o r m a nuestros gestos y se i n f i l t r a en nuestras p a l a b r a s P e r c i b i r l a sobre todo cuando hem o s descendido de c a t e g o r í a porque l a est r e c h e z o l a decadencia i n t e l e c t u a l nos r e l e g a n a l a o b s c u r i d a d es u n p l a c e r i n d e f i n i ble, a l c u a l se r i n d e n s i n darse cuenta, hasta los más ignorantes y más humildes. 1 I m p o s i b i l i t a d o p o r el a r r a i g o de su e g o í s m o de p r o d i g a r l a b o n d a d el h o m b r e i n v e n t ó l a cortesía, c o m o sucedáneo que l a r e emplazase. Y a que n o podía ser generoso, fué atento. D e n t r o de l a m i s m a a m i s t a d ¿h a y n a d a t a n a g r a d a b l e como el m a t i z de respeto c o n que coloreamos el s e n t i m i e n t o que nos une a o t r o? E s t i m a r s e y a u n q u e r e r se s i n caer en l a f a m i l i a r i d a d es p r o p i o de espíritus refinados. P e r o querer es m á s fácil que e s t i m a r L o p r i m e r o depende e x c l u s i v a m e n t e d e l a simpatía, que puede ser espontánea e i r r e c h a z a b l e y lo segundo de l a c o n c i e n c i a l a c u a l suele ser más e x i g e n t e p o r q u e a v a l i z a los hechos y establece c o n c l u siones. L a g r a n t r a g e d i a de n u e s t r o c o r a z ó n es seguir amando l o que hemos dejado de e s t i m a r L a s dos tendencias r i v a l i z a n y b a t a l l a n dentro de n o s o t r o s a costa de n u e s t r o bienestar. Y sin e m b a r g o ese d u a l i s m o sent i m e n t a l surge frecuentemente en l a e x i s t e n c i a más modesta. Q u e d a entonces, c o m o r e c u r s o que evite l a r u p t u r a i r r e p a r a b l e l a cortesía, amable a r t i f i c i o c o n que d i s f r a z a m o s c o r r i e n t e m e n t e nuestro desdan d e p e r s o nas y de cosas que d e j a r o n de i n t e r e s a r n o s p e r o que nos e v i t a el trance de desconsider a r l a s públicamente. C u a l q u i e r a que observe el estado presente de las costumbres a d v e r t i r á que l a cortesía i n t e r v i e n e de día en día c o n menos f r e c u e n c i a en las relaciones sociales. P o r apatía o p o r o l v i d o de l o que a p r e n d i e r o n de n i ñ o s y de adolescentes, las personas o m i t e n del t r a t o c i e r t o s f o r m u l i s m o s que, si no h a n sat i s f e c h o n u n c a nuestro c o r a z ó n h a l a g a n n u e s t r o a m o r p r o p i o Y a que no podamosser queridos, nos gusta sentirnos c o n s i d e r a dos. P o r qué e s c a t i m a r pues, esa m o n e d a que, aun p r o d i g a d a no empobrece a nadie? O f r e c e además, l a cortesía o t r a v e n t a j a i m p r i m e d i g n i d a d a nuestro a i s l a m i e n t o P o demos r e h u i r el t r a t o ele las gentes sin last i m a r l a s en la v a n i d a d E s una cuestión de tacto. Y a dentro de la a m i s t a d l a cortesía r e a l i z a s u v a l o r es como esas ramitas. v e r des con que a d o r n a m o s el ramo de rosas. H e m o s entrado, con el a d v e n i m i e n t o de l a cfejssxracia c a l l e j e r a a l a v i d a pública, en u n período de f r a n c o descrédito de l a c o r tesía. E l español, que, s e g ú n parece, p r e s u m í a de h i l d a l g o en otras é p o c a s- -r i u e s t r a l i t e r a t u r a da i n d i c i o s de aquel a t i l d a- m i e n t o de los usos sociales encuentra. ahora u n incomprensible placer en l a grosería. L a s m i s m a s m u j e r e s son menos sensibles que antes a ciertas finuras c o n que env o l v í a e l h o m b r e a l acercarse a ellas, l a v i o l e n c i a de ciertos i m p u l s o s que el p u d o r hace lo posible p o r atenuar, pero que l a v i d a l e g i t i m a E l h o m b r e las a g r a d a m á s c o m o c a m a r a d a que c o m o caballero. ¿C a m a r a d a? ¿Q u é s i g n i f i c a eso? ¿C o i n c i d e n c i a de edades? ¿S e m e j a n z a de i n c l i n a c i o n e s? ¿S i m u l taneidad de v i c i o s? D e todo u n poco. A n t e s l a m u j e r p o r eí solo p r e s t i g i o de su b e l l e z a se a s e g u r a b a nuestro c u l t o y nuestras r e l a ciones con e l l a i b a n p recedidas de u n a ser i e de homenajes. E s i n n e g a b l e que en el f o n d o de todo aquel p r o t o c o l o p a l p i t a b a l a c u r i o s i d a d de conocer ese continente d e l i c i o so que es l a m u j e r y que h a estado s i e m p r e a l a disposición dé u n émulo de C r i s t ó b a l C o l ó n s i n b r ú j u l a n i carabelas. P e r o en l a v i d a todo es s i m b o l i s m o destinado a ennoblecer u n poco l a m a t e r i a S i e x a m i n á s e m o s i m p a r c i a l m e n t e todas nuestras acciones c o t i dianas, l a i d e a del ridículo p a r a l i z a r í a nuest r a a c t i v i d a d L a v i d a no es m á s que el a r t e de a d m i n i s t r a r el o c i o sacando de él- l a m a y o r s u m a de emociones agradables. L a cortesía decae, p o r q u e el h o m b r e pese a. los progresos m a t e r i a l e s de n u e s t r a c i v i lización, h a p e r d i d o d i g n i d a d A h o r a r e c u e r d a m á s al m a m í f e r o del que procede. E s m á s i n s t i n t i v o que e s p i r i t u a l y m á s e m prendedor eme a r t i s t a L e atrae m á s l a sen- sación que el sentimiento, que t a l vez n o se d i f e r e n c i e de l a sensación más que e n el r o p a j e pero que nos a l e j a u n poco m á s de l a a n i m a l i d a d A n t a ñ o c o n o c i e r o n nuestros antepasados l a a f e c t a c i ó n de l a eleganc i a E r a evidentemente, u n a p r u e b a de m a l gusto. A h o r a hasta el señorío a p a r e n t a u n a g r o s e r í a de maneras que suele tener é x i t o c o n a l g u n a s damitas u n poco histéricas, p a r a las cuales l o c a r a c t e r í s t i c o de l a m a s c u l i n i- dad no debe ser l a finura, sino l a o r d i n a r i e z P o r o t r a parte, ¡es t a n cómodo el m o s t r a r s e basto de gesto y d é p a l a b r a! D e s d e ese p u n t o de v i s t a el. P a r l a m e n t o español es u n aula, que supera en eficacia p e d a g ó g i c a a O x f o r d y C a m b r i d g e S e r fino y m e s u r a d o es, p o r el c o n t r a r i o difícil. H a y que d o m i n a r c i e r t o s reflejos i n s t i n t i v o s o b l i g a n do a l a pasión a e n c a u z a r sus v i o l e n c i a s P e r o no echemos sobre los p a r l a m e n t a r i o s de a h o r a todo el peso de l a o r d i n a r i e z a m biente. T a m b i é n nosotros, los intelectuales y los a r t i s t a s hacemos a h o r r o de cortesía y escondemos l a a m a b i l i d a d c o m o u n defecto. ¡F e l i z el q u e puede acantonarse e n su r i n c ó n h o g a r e ñ o y p e r m a n e c e r a l e j a d a del t r a t o s o c i a l! V i v i r los últimos a ñ o s de l a e x i s t e n c i a en a q u e l l a soledad que t a n t o a m a b a S a n B e r n a r d o y a poder ser, en el silencio, i n d i f e r e n t e s a todo l o que no sea el r a y o de sol que nos a p o r t a c o n sus efluv i o s l a c a r i c i a g r a t u i t a del C r e a d o r P e r o n u e s t r o destino no nos. consiente esa c o n s o l a d o r a independencia. A h o r a m i s m o y o q u i s i e r a tenderme a l a b a r t o l a suspender l a a c t i v i d a d de m i pensamiento y a d o p t a r l a i n e r c i a de u n o de los muebles de m i c u a r t o P e r o l a h o j a del c a l e n d a r i o que t e n g o a l a v i s t a me r e c u e r d a que tengo u n a o b l i g a c i ó n e s c r i b i r y aunque esa t a r e a es p a r a l a H u m a n i d a d t a n útil c o m o l a de p r e n d e r rabos de papel a las moscas, v o y a tener que r e q u e r i r unas c u a r t i l l a s b l a n cas, d e j a n d o en ellas estos f r i v o l o s c o m e n t a r i o s a l a v i d a predestinados a no i n f l u i r p a r a n a d a en el c u r s o i n e x o r a b l e de l o s acontecimientos. MANUEL BUENO NUESTRA AMERICA E s posible que l o s j e f e s políticos de l a oposición a M a c h a d o no se d i e r a n cuenta de que los m á s impresionables entre los estudiantes, los soldados y los obreros de C u b a estaban agitados p o r ideas s o v i é t i c a s o r e v o l u c i o n a r i a s pero ello no s i g n i f i c a s i n o que i g n o r a b a n l a situación e s p i r i t u a l no sólo de C u b a s i n o de toda l a A m é r i c a española. P o r q u e todos los pueblos de H i s p a n o a m é r i c a p a r e c e n tener actualmente dos p a t r i a s ideales, a d e m á s de l a s u y a l a u n a es R u sia, l a R u s i a soviética, que es el país de l a revolución, y l a o t r a los E s t a d o s U n i dos, encarnación hasta ayer de l a r i q u e z a y a u n del o r d e n l i b e r a l y democrático. R u s i a no necesita de representación soviética p a r a i n f l u i r poderosamente sobre ellos, c o m o sobre E s p a ñ a desde 1 9 1 7 I n f l u y e p o r lo que s i g n i f i c a p o r l a p r o m e s a de l a r e v o l u ción, p o r l a v u e l t a de l a t o r t i l l a y l a satisfacción de los r e n c o r e s porque en ella los de a r r i b a están a b a j o y los de a b a j o a r r i b a S u s p a r t i d a r i o s n o q u i e r e n saber si con ejlo se está m e j o r o peor. D i c e n que h a y que pasar q u i n c e años m a l p a r a que luego m e j o r e n las cosas, pero no h a y ejemplo ele que así suceda en n i n g ú n pueblo r e v o l u d o- J os vemos favorecidos diariamen- te con innumerables cartas, en que ios lectores de ñ B C exponen iniciativas y observaciones, y muchas plausibles. materialmencorresde ellas oportunas JVo siéndonos posible pondencia, te contestar a tan copiosa municantes que reciban preten a descortesía respuesta rogamos a nuestros cocon estas de líneas nuestra disculpa y no interla falta particular.