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EL TEATRO POLÍTICO E n Rusia Según Stéfan Priacel, Rusia, o mejor dicho, su G o b i e r n o h a e n c o n t r a d o en el teatro u n i m p o r t a n t e v e h í c u l o de p r o p a g a n d a polít i c a y el g r a n c o m e d i ó g r a f o M e y e r h o l d s u p r e m a a u t o r i d a d en ese o r d e n de cosas, no sólo no tiene i n c o n v e n i e n t e en s e r v i r aquellos tines, enteramente e x t r a ñ o s a l arte, sino que h a puesto su magnífico talento y su entusiasm o en l a empresa. E n u n pueblo de m e d i a n o n i v e l c u l t u r a l el público se llamaría a e n g a ñ o si a l g u i e n pretendiese hacerle d i g e r i r u n a tesis política c u a l q u i e r a desde la escena. S i l a pasión y el interés de clase h a l l a s e n su s a t i s f a c c i ó n en ese teatro, el buen sentido, que c o l o c a a las gentes educadas en posición equidistante de todos los e x c l u s i v i s m o s se substraería, s i n esf u e r z o a las pretensiones s u a s o r i a s del espectáculo. N o N i el teatro, n i l a poesía n i l a n o v e l a pueden u s u r p a r derechos que l a estética les rehusa. P o r a t r e v i d o s que sean los p r u r i t o s i n n o v a d o r e s de ciertos l i t e r a t o s se v e r á n s i e m p r e o b l i g a d o s a respetar l a r e a l i d a d y c o m o ésta no es m o n o p o l i o de n i n g ú n p a r t i d o n i m u e s t r a predilección p o r n i n g u n a idea, q u i e n q u i e r a e n t r a r en relaciones c o n e l l a tendrá que abstenerse de a d u l t e r a r l a o c o r r o m p e r l a E n arte, l a N a t u r a l e z a puede ser a l i a d a del h o m b r e p e r o n o su cómplice. ¿T e a t r o pol í t i c o? Sí. T a l v e z pero, c o n v e n c i o n a l y m u ñ i d o a l a m e d i d a de p r e j u i c i o s que l o empequeñecerán, si n o lo a v i l l a n a n del todo. Y está b i e n que sea a s i P o r q u e y o me p r e g u n t o si a los m i l l o n e s de seres p r o f u n d a mente asqueados de la v i d a c o r r i e n t e entre t e j i d a c o n u n a proporción m á x i m a de e g o í s mos, hipocresías y bajezas, se les p r i v a s e de ese d i v i n o oasis que es el arte, a d o n d e irían a buscar las nobles emociones que nos s o n i n dispensables p a r a s o p o r t a r l a? L o s descreídos y ios m i s á n t r o p o s a q u i e nes n a d a dicen y a sus semejantes de a m bos sexos, porque h a n p e r d i d o l a fe y e l gusto de todas las farsas c o n que disimula l a H u m a n i d a d su s o r d i d e z s e n t i m e n t a l ¿qué h a r í a n si no se les abriese de c u a n d o e n c u a n d o el m a r a v i l l o s o j a r d í n que p u e b l a n c o n sus creaciones, el poeta, el músico y el l i t e r a r i o? D e s o b r a sabemos todos que existe una teoría f a v o r a b l e a l arte c o m o elemento de p r o p a g a n d a L a o b r a de L u j a n tiene y a m e d i o s i g l o de f e c h a E n ella se sostiene p r e c i s a m e n t e e s o que el arte s i r ve, entre otros fine? el de l a difusión polít i c a S i pensamos en l a m a s a el p r i n c i p i o es a d m i s i b l e y de su eficacia responden a l g u n o s d r a m a t u r g o s r u s o s de n u e s t r o t i e m po, e x p l o t a n d o el c a n d o r de gentes a quienes u n a d o c t r i n a en abstracto, no les haríu m e l l a en el ánimo. P e r o en l a j e r a r q u í a de Un país n o se f o r j a c o n elementos plebeyos. S u e j e c u t o r i a de n o b l e z a e s p i r i t u a l n o está, casi n u n c a en las manos encallecidas que casi siempre c o e x i s t e n c o n cerebros o c i o sos, sino en u n a m i n o r í a i n t e l e c t u a l que es l a que, a l a l a r g a i m p r i m e c a r á c t e r a un período de l a c i v i l i z a c i ó n Según N i n a G o u r f i n k e l a u t o r a del i n t e resante l i b r o El icatro ruso contemporáneo, que acabo de leer c o n deleite, l a r e v o l u c i ó n de octubre de 1917 h a i n f l u i d o p o d e r o s a m e n te en e l a r t e d r a m á t i c o a p e r d i g a n d o elementos populares que los escritores de otras épocas desdeñaban o tenían en poco. E s o s elementos son los r i t o s las costumbres, las t r a diciones y los j u e g o s p r e f e r i d o s de las c l a ses desheredadas. H a n sido, pues, e x t r a í d o s de l a r e a l i d a d v i v a L a acción no se l i m i t a a u n c o r t o n ú mero de actores que salen a escena, sino que se extiende a l a m u l t i t u d que antes solía hacer un pape! p a s i v o L a i n n o v a c i ó n m á s audaz, debida a M e y e r h o l d consiste en que el actor es, -al m i s m o t i e m p o acróbata, g i m n a s t a v, en c i e r t a s c i r c u n s t a n c i a s p a y a s o E n E s p a ñ a eso no c a u s a r á sorpresa, pues hace y a m u c h o t i e m p o que a l g u n o s de nuestros actores y actrices, deben sus éxitos m á s ruidosos a sus e x c e n t r i c i d a d e s d e p a l a b r a de a c t i t u d y de gesto. ¡Q u é l e j o s estam o s y a a m i g o F e r n á n d e z A l m a g r o de l a a r m o n í a c l á s i c a! N o r e p r o c h e m o s a ningún, a r t i s t a sus e x t r a v a g a n c i a s porque iríamos c o n t r a d o g m a s rusos qué e l esnobismo de a l g u n o s escritores tiene p o r i n v i o l a b l e s H a y que a l o j a r todo l o o r d i n a r i o todo l o plebeyo y todo lo b a j o p a r a estar al día. N i n a G o u r f i n k e l no e x p r e s a l a v e r d a d al suponer que el pueblo h a y a sido hasta a h o r a f a c t o r p a s i v o del arte d r a m á t i c o E l teat r o g r i e g o los m i s t e r i o s de la E d a d M e d i a l a c o m e d i a i t a l i a n a y el S i g l o de O r o español y a ú n a p u r a n d o u n p o c o l a d e m o s t r a ción, el p r o p i o S h a k e s p e a r e n o sólo no e x c l u y e n a l a m u c h e d u m b r e de l a escena, sino que l a h a c e n i n t e r v e n i r o p o r t u n a m e n t e y en m u c h o s casos l a confieren l a misión de dese n l a z a r el c o n f l i c t o en pie. P a r a los g r i e g o s l a v o z del pueblo es l a v o z de D i o s P r i n cipalmente E s q u i l o pone en labios de l a m u c h e d u m b r e reflexiones de t a n alto sentido, que p a r e c e n r e s u m i r u n a filosofía i n c o t t s- cíente y m i l e n a r i a L o que no hace E s q u i l o n i h a y v i s l u m b r e de ello en n i n g ú n teatro a n t i g u o o m o d e r n o es o b l i g a r a l actor a que p r u e b e l a s u p e r i o r i d a d de s u espíritu con excesos acrobáticos p r o p i o s del c i r c o S e le reconoce a l a m a s a u n a s e n s i b i l i d a d y u n a c o n c i e n c i a que se manifiestan en m o mentos adecuados en el c u r s o de l a a c c i ó n teatral, s i e m p r e c o n i r r e p r o c h a b l e d i g n i d a d E l f a l l o de los dioses suena a veces p o r l a b o c a del p u e b l o ¿Q u é h o m e n a j e más noble se le puede r e n d i r? P e r o de eso a h a c e r l e c o m u l g a r c o n ruedas de m o l i n o presentánd c l e u n a p i n t u r a de lo r e a l a m a ñ a d a p o r p r e j u i c i o s políticos, v a u n a d i s t a n c i a que n i n g ú n alto i n g e n i o se h a d e c i d i d o h a s t a a h o r a a salvar, s i n d u d a p o r respeto a l a r t e MANUEL BUENO u n a r e f e r e n c i a u n a t r a s e u n p a r l a m e n t o de seis líneas h u b i e r a n bastado p a r a p o n e r n o s en antecedentes. E s t o lo d i c e n los m i s m o s que le a f e a b a n antes l o que- ellos l l a m a b a n su arte de escamotear las comedias que n o L a c i a p o r l a c a r a que no h a c í a con l a a c ción, sino dejando que l a c o n t a r a n los p e r sonajes. P u e s a h o r a u n acto de e x p o s i c i ó n que parece desligado de l a o b r a y es su v e r d a d e r a r a z ó n de ser, nos d a todo entero el c a r á c t e r de l a p r o t a g o n i s t a y nos l a p r e senta v i v a no c o n u n a r e f e r e n c i a B e n a vcnte s a b e- ¡pues no lo h a de saber -q u e el teatro entra p r i m e r o p o r les ojos, y que nada nos interesa de l o que nos cuentan de u n personaje a q u i e n no conocemos. Y nos lo hace conocer. Sabe, además, que ei p r i m e r acto de todas las obras es, c o m o si dijéramos, l a c a r g a del d i s p a r o l a p r e m i s a p r e ñada de consecuencias, a l g o así como el p r i m e r m o t i v o t e m á t i c o de u n a sinfonía. Y no nos contó el p r i m e r a c t o l o h i z o L o que p a r e c e- -a sordos y c i e g o s- -d i v a g a t o r i o en los actos segundo y t e r c e r o depende de que e l a u t o r no buscó las p a l a b r a s de u n d r a m a que y a t e n i a hecho, s i n o q u e d e j ó- -y así debe ser s i e m p r e- -q u e el d r a m a se f u e r a h a c i e n d o de unas palabras. E l scenario que suelen p l a n e a r a l g u n o s autores f r a n c e s e s- -p o r eso pueden ceñirse casi i n v a r i a b l e m e n t e a l a f ó r m u l a de los tres act o s- -n o es m á s que u n a a c c i ó n p r e c o n c e b i da, y p o r p r e c o n c e b i d a f o r z a d a p a r a que los hechos o c u r r a n c o m o al a u t o r le da l a g a n a sin d e j a r l e n a d a a l a M a d r e C a s u a l i dad, n i a l o i m p r e v i s t o p o r q u e todo se c o n duce pensando e n el quod erat demostrandmn del final. E n B e n a v e n t e sólo h a y u n p l a n ideológico, n o u n p l a n c o n d u c t i v o de l a acción. Y y a n o s o n las p a l a b r a s las que s i r v e n a l a acción, s i n o que l a a c c i ó n se e n reda s i n querer, p o r las p a l a b r a s que responden a los c a r a c t e r e s de u n o s personajes libres de l a tutela d e l a u t o r y esclavos sólo de s u m o d o de ser y de las c i r c u n s t a n c i a s P o r q u e se e n r e d a n las p a l a b r a s se r e p i t e n los m o t i v o s y a s í l o que se t o m a a r e i t e r a ción y divagación, es, p o r el c o n t r a r i o e n lace, l i g a que a p r i e t a l a m a s a l a funde y l a une, y puede p r o d u c i r e l c u a r t o acto m a g n í fico, que no podría ser magnífico de o t r a suerte. ¿Q u e e l e p í l o g o no d i c e n a d a? U n epílogo n o es m á s que l a c o n s e c u e n c i a a q u i e t a d a de u n a acción. E s el b r o t e y a l o g r a d o de l a semilla, Y así en Ni al amor ni al mar, e n el r e m a n s o d e l e p í l o g o u n remanso triste y a m a r g o paz l o g r a d a c o n sangre, v u e l a esta f r a s e P o b r e y m e z q u i n o a m o r que n o sabe s o p o r t a r el peso le u n r e m o r d i m i e n t o E s o es toda l a o b r a L a lección de esta c o m e d i a l a r g a que n o tiene tres actos, s i n o que tiene más, los que podía y debe tener, es t a n c l a r a y e j e m p l a r que yo, después de oírla, r e c u e r d o u n a o p i nión mía, a c e r c a de otras obras de B e n a vente que a h o r a les g u s t a n p o r no g u s t a r l e s las actuales, a los que antes l a s c e n s u r a b a n S i yo tuviera hijos con l a mala tentación de e s c r i b i r p a r a el t e a t r o- -d i j e e n t o n c e s- -l o s l l e v a r í a a ver el de B e n a v e n t e y les a c o n s e j a r í a a d m i r a d sobre todos los autores del orbe, a D J a c i n t o p e r o no h a g á i s las c o medias c o m o él. S u arte es s u y o en él, v p a r a los demás no s i r v e y él m i s m o h a d i c h o B i e n a v e n t u r a d o s nuestros i m i t a d o r e s porque de ellos serán todos n u e s t r o s d e f e c t o s Pues bien, ahora, más admirado todavía ante el arte s i e m p r e n u e v o de este a u t o r que a c r e c i e n t a s u pasado, le diría a m i s h i j o s A d m i r a d a B e n a v e n t e y p r o c u r a d h a c e r la: comedias c o m o él, p o r q u e sólo así se h a c e n las comedias, y c u a n d o no se pueda, más v a le no h a c e r l a s C o m o n o tengo esos h i j o s- -y no m e duele, porque c o n o z c o l a s e m i l l a- a p r o v e c h o l a lección p a r a mí 3 p r e d i c o con el e j e m p l o del s i l e n c i o ¿P o r s i e m p r e? ¡Q u é sé y o! E l día menos pensado, p o r h a b e r l o pensado m u c h o p u d i e r a p r e d i c a r c o n los h e c h o s ¡Q u i é n sabe! FÉLIXE; SASSOÑS UNA LECCIÓN DE BENAVENTE L a última, p o r a h o r a ahí está, Ni al amor ni al mar, e n el e s c e n a r i o del teatro E s p a ñ o l c o n sus c i n c o actos, y no sólo c o n los tres de l a f ó r m u l a C o n los actos que l a o b r a necesitaba y le dio el a u t o r y a que no o r d e n a n i n g ú n t r a t a d o que las c o m e d i a s h a y a n de tener n e c e s a r i a m e n t e tres actos. Y si lo o r d e n a s e n y a puede J a c i n t o B e n a v e n te saltarse todos los tratados, porque él sol i t o es un t r a t a d o de hacer comedias. ¡Y dramas! P o r eso me a s o m b r o o m e sonrío c u a n d o o i g o decir que a B e n a v c n t e h a y que e x i g i r l e ¿A h o r a? A B e n a v e n t e h a y que respetarle, h a y que a m a r l e h a y que s e g u i r le y que aprender, de él. S i n ser crítico, p o r que aquí está e s c r i t o que no hable de teat r o s l a gente de t e a t r o- -h a n de o p i n a r los de o t r o oficio, que, s i n duda, son los que sab e n- el hecho de que m á s de uno h a y a n t r o n a d o c o n t r a l a i i l t i m a lección b e n a v e n t i n a me mueve a e s c r i b i r este artículo. C i n co actos e r a n d e m a s i a d o p a r a que les g u s t a r a n todos p o r i g u a l A s í el g r i t o de a d m i ración fué p a r a el acto c u a r t o c o m o si ese acto h u b i e r a p o d i d o e x i s t i r solo s i n l a p r e paración de los a n t e r i o r e s L e s pareció que s o b r a b a el último, que no decía nada, p o r q u e se aquietaba de desenlace, s i n p a r a r m i e n tes en que lo que se desata se a f l o j a L e s pareció que s o b r a b a el p r i m e r o que es, p r e cisamente, el que nos a m a r r a l a atención y hace c o m p r e n s i b l e l a o b r a L e s pareció que se diluían o e r a n d i v a g a t o r i o s o reiterantes, segundo y tercero, porque no seguían derecho el c a m i n o de l a acción, sin ver que el a u t o r no se h a b i a t r a z a d o u n c a m i n o de a n t e m a n o y dejaba que la c o m e d i a se lo buscase. Y así l a o b r a a d m i r a b l e está m u y bien, precisamente p o r todo eso que les h a parecido mal. 1 El primer acto- -dicen- -podía darse en