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EL ROCÍO DE LOS POETAS L G U I R N A L D A S de flores y goteras en el palio. T Í O Antonio e! B r a v o tambor i l e r o p o r l a g r a c i a de Dios, hace filigranas en e l parche. L a s muchachas a ú n no h a n desterrado la peineta p a r a b a i l a r frente a l a e r m i t a y Pepe el T r u e n o que ha sacado de l a c a r r e t a el costo del d í a se e m p e ñ a en que les a c o m p a ñ e n en l a alegre pitanza dos hermanos de U t r e r a que van salpicando de buena sal los escen a r i o e s p a ñ o l e s S e r a f í n y J o a q u í n declin a n e o r t é s m e n t e el c o m p r o m i s o pero aceptan la copa. S o l de fuego, dei que se protegen oon los grises s o m b r e r o s de ala ancha: m á s radiante el j ú b i l o porque este a ñ o de 1919 se c o r o n a r á a la V i r g e n y tercios enduendados que los Q u i n t e r o arranc a r á n al R o c i ó p a r a airearlos a su compás: La Virgen del Rocío marcha a su ermita porque et aire ia pone muy morenita. Y es una broma que no puedan llamaría Blanca Paloma. E s el R o c í o de ios poetas. Junto al verso retozón, c o n adobo de p i m i e n t a q u i n t e r í a na, la desmayada m e l a n c o l í a de J u a n R a m ó n J i m é n e z que dice a Platero: V a m o s a esperar las carretas. T r a e n e l r u m o r del lejano bosque de D o ñ a n a 1 m i s t e r i o dei p i n a r de las A n i m a s l a frescura de las Madres y de los dos Fresnos, el olor de l a R o c i n a J u a n R a m ó n que siempre ha estado a d i v i n a n d o el vuelo de una mariposa negra en b u s c a de su vida, no ha ido a l R o c í o pero siente su aliento y esp e r a las carretas, jinete en s u b u r r i t o de cristal. Cuando pasa el S i m p e c a d o rmat i s t a y plata, P l a t e r o entonces, d o b l ó sus manos y como u n a mujer, se a r r o d i l l ó- ¡una h a b i l i d a d suya! blando, h u m i l d e y c o n s e n t i d o Y a l o h a b í a cantado l a sevillana r o c i e r a Es maravilla que caballos y bueyes se le arrodillan... P é r e z Lugín tiene facha de hacendado bajo el s o m b r e r o de ara ancha h a c i a el c o l o d r i l l o Se cansa mucho, pero quiere verlo todo, porque l o necesita p a r a l a novela que no p o d r á t e r m i n a r La V i r g e n del R o c í o y a e n t r ó en T r i a n a A l t o delgado, los ojos y las manos expresivos, a l viento de las arenas s u sotana, que pardea a l s o l d o n J o s é S e b a s t i á n y B a n d a r é n s o n r í e a cada copla y disimul a una l á g r i m a a cada o r a c i ó n E l v a a describirnos, c o n pulso de a r t i s t a y devoción de buen amante, cada latido de este permanente m i l a g r o hCirios, faroles, bandejas y simpecados, filas a p r e t a d í s i m a s de devotos y hermanos, sacerdotes que rezan el rosario, coros que a l m i s m o tiempo cantan las alabanzas de M a r í a tamboriles que suenan, cohetes que hienden el espacio, fuegos de artificio que. a l estallar, aturden a l r o m e r o suspiros, lágrimas, risas y exclamaciones; todo, todo esto es l a m á s sentida y ferviente s ú p l i c a la o r a r ü ó n m á s r e n d i d a y h u m i l d e l a m á s e s p o n t á n e a plegaria, que realtea a t r a v é s de los siglos el c u m p l i m i e n t o de la profecía sublime del M a g n í f i c a t M e proclam a r á n bendita todas las g e n e r a c i o n e s P o r los eucaliptos anda Joselero armando l a m a r i m o r e n a c o n guitarreo destemplado y m á s candil de ¡a cuenta en sus p u p i l a Buena, p l a n t a ¡a de D i e g u i t ó e l de Lebri ou -c a i r a espuelas do plata y ei caballo que l o saoe, ele postinero que caracolea. E n cambio, d o n Alejand r o L e r r o u x e s t á como gallina en c o r r a l ajeno. ¿A q u i é n se le ocurre venir a l Roció con quevedos y corbata, d o n Alejandro? N i porque e s t é rodeado de las tres Gracias con trajes de flamenca se le alef 1 gran las pajarillas. T o d o lo c o n t r a r i o de lo que le ocurre a d o n M a n u e l S i u r o t que no pierde puntada, p a r a c o n t a r l o a sus n i ñ o s pobres de H u e l v a Inquieto y ágil, l a e s t a m e ñ a a ñ o s a l a b a r b a l a r g u í s i m a p a r a fray Diego de V a lencina todo es inenarrable y sorprendente. Se pierde entre los h u m i l d e s p a r a o í r sus donaires, y se le escapa l a risa, franc a y bondadosa, cuando, a l s o n de las palmas, canta el T ó b a l o La Virgen del Rocío loca se vuelve... ¡Mire usted- -e s c r i b i r á fray D i e g o- que decir que l a V i r g e n se vuelve l o c a de contenta p o r q u e i a q u i e r a n los pobres mortales! Pues a s í entiende ei pueblo el amor. C i n c u e n t a a ñ o s y a L a s bodes de oro de u n a C o r o n a c i ó n de rosas sin espinas. M e d i o siglo, h a c i a l a V i r g e n coronada, p o r ios c a m i n o s del R o c í o E n ellos, l a t r é m u l a e m o c i ó n de los poetas, u n o s mejores que otros, pero todos i l u m i n a d o s p o r esa cierta s o n r i s a de l a V i r g e n l a m a ñ a n a en que es llevada p o r l a santa l o c u r a de los a l m o n t e ñ o s L a c a n t a r á el r o m a n c e fácil de M u ñ o z S a n R o m á n y e l nervio enamorado de J o s é M a r í a Izquierdo, l a p r o s a recia de M o r g a d o y l a gracia sevíilanísím a de M u ñ o z y P a b ó n el garbo p o p u l a r de R o d r í g u e z Mateo y el h u m o r incisivo de J o s é Nogales... Cincuenta a ñ o s ya, hasta la asida, c o n perfume de nardo, de J o a q u í n R o m e r o hasta ¡a e x a l t a c i ó n incansable de InfanteG a l á n que convierte en verso su pacienc i a estudiosa a punta de a m o r hasta esa voz alta de A n t o n i o M u r c i a n o o r g u l l o manso que dice: Yo te he visto, Madre mía. rubia palma de donaire, en volandas por el aire, romero en tu romería... Manuel B A R R I O S
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